São Gregório Magno
24. Parece como que dia, quando a boa fortuna deste mundo nos sorri, mas é dia que finda em noite, porque a prosperidade temporal muitas vezes conduz às trevas da aflição. Este dia de boa fortuna havia o Profeta condenado, quando disse: *Nem desejei o dia do homem, tu o sabes.* (Jer 17, 16) E esta noite declarou o Senhor que havia de sofrer no final término da sua Encarnação, quando declarou pelo Salmista, como se já passado: *Os meus rins também me instruíram durante a noite.* (Sl 16, 7) Mas pelo «dia» podem entender-se os prazeres do pecado, e pela «noite» a cegueira interior, pela qual o homem se deixa abater até o chão na comissão do pecado. E, portanto, deseja que pereça o dia, para que todas as artes lisonjeiras que se veem no pecado, pela mão forte da justiça que intervém, sejam red…
São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 24 · c. 540–604
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