Referência

Jr 31, 16

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Autores distintos

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Matos Soares

16Isto diz o Senhor: Cesse a tua boca de se lamentar, e os teus olhos de verterem lágrimas. Com efeito, as tuas penas terão a sua recompensa, diz o Senhor, e eles (teus filhos) voltarão da terra do inimigo.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a penitência não pode ser contínua. Porquanto está escrito (Jer. 31,16): «Cesse a tua voz de pranto, e os teus olhos de lágrimas.» Ora, isto seria impossível se a penitência fosse contínua, pois ela consiste em pranto e lágrimas. Logo, a penitência não pode ser contínua. Objeção 2: Além disso, o homem deve alegrar-se por toda boa obra, conforme o Salmo 99,1: «Servi ao Senhor com alegria.» Ora, fazer penitência é uma boa obra. Logo, o homem deve alegrar-se com ela. Mas o homem não pode alegrar-se e afligir-se ao mesmo tempo, como declara o Filósofo (Ética IX, 4). Logo, o penitente não pode afligir-se continuamente pelos seus pecados passados, o que é essencial à penitência. Portanto, a penitência não pode ser contínua. Objeção 3: Além disso, o Apóstolo diz (2 Cor. 2,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 9 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o homem nada pode merecer de Deus. Porque ninguém, ao que parece, merece dando a outro o que lhe é devido. Ora, por todo o bem que fazemos, não podemos retribuir suficientemente a Deus, pois ainda mais Lhe é devido, como também diz o Filósofo (Ética viii, 14). Donde está escrito (Lc 17,10): «Assim também vós, depois de haverdes feito tudo o que vos foi mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.» Logo, o homem nada pode merecer de Deus. Objeção 2: Ademais, parece que o homem nada merece de Deus por aquilo que aproveita somente a si mesmo, e nada aproveita a Deus. Ora, agindo bem, o homem aproveita a si mesmo ou a outro homem, mas não a Deus, pois está escrito (Jó 35,7): «Se tu procederes justamente, que lhe darás, ou que receberá ele da tua mã…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o homem não pode merecer nada de Deus. Pois ninguém, ao que parece, merece dando a outro o que lhe é devido. Ora, com todo o bem que fazemos, não podemos retribuir suficientemente a Deus, pois ainda mais lhe é devido, como também diz o Filósofo (Ética, VIII, 14). Donde está escrito (Lc 17,10): «Assim vós também, depois de terdes feito todas estas coisas que vos foram mandadas, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.» Logo, o homem nada pode merecer de Deus. Objeção 2: Ademais, parece que o homem nada merece de Deus pelo que só a si aproveita e a Deus em nada aproveita. Ora, agindo bem, o homem aproveita a si ou a outro homem, mas não a Deus, pois está escrito (Jó 35,7): «Se procedes com justiça, que lhe darás, ou que receberá ele da tua mão?» Logo,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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