Referência

Jó 12, 11

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Matos Soares

11Porventura o ouvido não distingue as palavras, como o paladar distingue o sabor dos alimentos ?

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não é necessário para a salvação crer alguma coisa acima da razão natural. Porque a salvação e a perfeição de uma coisa parecem ser suficientemente asseguradas pelos seus dotes naturais. Ora, as matérias de fé excedem a razão natural do homem, pois são coisas que não se veem, como se disse acima (Q[1], A[4]). Logo, crer parece desnecessário para a salvação. Objeção 2: Ademais, é perigoso para o homem consentir em matérias nas quais não pode julgar se o que lhe é proposto é verdadeiro ou falso, conforme Jó 12,11: "Porventura o ouvido não distingue as palavras?" Ora, o homem não pode formar tal juízo nas matérias de fé, pois não pode remontá-las aos primeiros princípios, pelos quais todos os nossos juízos são guiados. Logo, é perigoso crer em tais matérias. Portanto, c…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a lei eterna não é conhecida de todos. Porque, como diz o Apóstolo (1 Cor 2,11), “as coisas que são de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”. Ora, a lei eterna é um exemplar existente na mente divina. Logo, é desconhecida de todos, exceto de Deus somente. Objeção 2: Ademais, como diz Agostinho (De Lib. Arb. i, 6), “a lei eterna é aquela pela qual é justo que todas as coisas sejam ordenadíssimas”. Mas nem todos sabem como todas as coisas são ordenadíssimas. Portanto, nem todos conhecem a lei eterna. Objeção 3: Ademais, Agostinho diz (De Vera Relig. xxxi) que “a lei eterna não está sujeita ao juízo do homem”. Ora, segundo a Ética i, “qualquer homem pode julgar bem daquilo que conhece”. Logo, a lei eterna não nos é conhecida. Em contrário, Agostinho diz (…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Artigo 2 — Se a lei eterna é conhecida de todos. Objeção 1: Parece que a lei eterna não é conhecida de todos. Porque, como diz o Apóstolo (1 Cor 2,11): «As coisas de Deus ninguém as sabe, senão o Espírito de Deus». Ora, a lei eterna é um tipo existente na mente divina. Logo, é desconhecida de todos, exceto de Deus somente. Objeção 2: Ademais, como diz Agostinho (De Liv. Arb. I, 6): «A lei eterna é aquilo pelo qual é justo que todas as coisas sejam mui ordenadamente». Ora, nem todos sabem como todas as coisas são mui ordenadamente. Logo, nem todos conhecem a lei eterna. Objeção 3: Ademais, diz Agostinho (De Vera Relig. XXXI) que «a lei eterna não está sujeita ao juízo do homem». Mas, segundo o livro I da Ética, «qualquer homem pode julgar bem do que conhece». Logo, a lei eterna não nos é…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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