Referência

Jó 35, 7

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Autores distintos

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Matos Soares

7Se obrares com justiça, que proveito lhe darás ou que receberá ele da lua mão?

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a beneficência não é um ato de caridade. Porque a caridade se dirige principalmente a Deus. Ora, não podemos beneficiar a Deus, conforme Jó 35, 7: «Que lhe darás tu? ou que receberá ele da tua mão?» Logo, a beneficência não é um ato de caridade. Objeção 2: Ademais, a beneficência consiste principalmente em fazer dádivas. Ora, isto pertence à liberalidade. Logo, a beneficência é um ato de liberalidade, e não de caridade. Objeção 3: Ademais, o que um homem dá, ou o dá como devido, ou como não devido. Mas o benefício conferido como devido pertence à justiça; ao passo que o benefício conferido como não devido é gratuito, e, sob este aspecto, é um ato de misericórdia. Portanto, todo benefício conferido ou é ato de justiça, ou é ato de misericórdia. Logo, não é ato de car…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o homem nada pode merecer de Deus. Porque ninguém, ao que parece, merece dando a outro o que lhe é devido. Ora, por todo o bem que fazemos, não podemos retribuir suficientemente a Deus, pois ainda mais Lhe é devido, como também diz o Filósofo (Ética viii, 14). Donde está escrito (Lc 17,10): «Assim também vós, depois de haverdes feito tudo o que vos foi mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.» Logo, o homem nada pode merecer de Deus. Objeção 2: Ademais, parece que o homem nada merece de Deus por aquilo que aproveita somente a si mesmo, e nada aproveita a Deus. Ora, agindo bem, o homem aproveita a si mesmo ou a outro homem, mas não a Deus, pois está escrito (Jó 35,7): «Se tu procederes justamente, que lhe darás, ou que receberá ele da tua mã…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o homem não pode merecer nada de Deus. Pois ninguém, ao que parece, merece dando a outro o que lhe é devido. Ora, com todo o bem que fazemos, não podemos retribuir suficientemente a Deus, pois ainda mais lhe é devido, como também diz o Filósofo (Ética, VIII, 14). Donde está escrito (Lc 17,10): «Assim vós também, depois de terdes feito todas estas coisas que vos foram mandadas, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.» Logo, o homem nada pode merecer de Deus. Objeção 2: Ademais, parece que o homem nada merece de Deus pelo que só a si aproveita e a Deus em nada aproveita. Ora, agindo bem, o homem aproveita a si ou a outro homem, mas não a Deus, pois está escrito (Jó 35,7): «Se procedes com justiça, que lhe darás, ou que receberá ele da tua mão?» Logo,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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