Referência

Jn 1, 18

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Matos Soares

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que nenhum intelecto criado pode ver a essência de Deus. Pois Crisóstomo (Hom. xiv. sobre Jo. 1,18), comentando Jo. 1,18: «Ninguém jamais viu a Deus», diz: «Não só os profetas, mas nem os anjos nem os arcanjos viram a Deus. Pois como pode uma criatura ver o que é incriável?» Dionísio também diz (Div. Nom. i), falando de Deus: «Nem há sentido, nem imagem, nem opinião, nem razão, nem conhecimento d'Ele.» Objeção 2: Além disso, tudo que é infinito, como tal, é desconhecido. Mas Deus é infinito, como foi demonstrado acima (Q[7], A[1]). Logo, em Si mesmo é desconhecido. Objeção 3: Ademais, o intelecto criado conhece apenas as coisas que existem. Pois o que primeiro cai sob a apreensão do intelecto é o ser. Ora, Deus não é algo que existe; mas é antes a superexistência, como…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Excerto de Tomás de Aquino, Suma Teológica — Primeira Parte, no Artigo 3 — Se o nome «Pai» se aplica a Deus, primeiramente, como nome pessoal.** **Objeção 1:** Parece que este nome «Pai» não se aplica a Deus, primeiramente, como nome pessoal. Pois no intelecto o comum precede o particular. Ora, este nome «Pai», como nome pessoal, pertence à pessoa do Pai; e tomado em sentido essencial, é comum a toda a Trindade; pois dizemos «Pai Nosso» a toda a Trindade. Logo, «Pai» vem primeiro como nome essencial, antes do seu sentido pessoal. **Objeção 2:** Ademais, naquelas coisas cujo conceito é o mesmo, não há prioridade de predicação. Mas a paternidade e a filiação parecem ser da mesma natureza, segundo a qual a divina pessoa é Pai do Filho, e toda a Trindade é nosso Pai, ou da criatura; pois,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os atos nocionais não procedem de algo. Pois, se o Pai gera o Filho de algo, isso será ou de si mesmo ou de outra coisa. Se de outra coisa, visto que aquilo de que uma coisa é gerada existe no que é gerado, segue-se que algo diferente do Pai existe no Filho, o que contradiz o que é estabelecido por Hilário (*De Trin.* VII) que “neles nada diverso ou diferente existe”. Se o Pai gera o Filho de si mesmo, visto que, novamente, aquilo de que uma coisa é gerada, se for algo permanente, recebe como predicado a coisa gerada a partir dele, assim como dizemos “o homem é branco”, porque o homem permanece quando, de não branco, se torna branco — segue-se que ou o Pai não permanece após o Filho ser gerado, ou que o Pai é o Filho, o que é falso. Portanto, o Pai não gera o Filh…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Deus é o primeiro objeto conhecido pela mente humana. Porque aquele objeto no qual todos os outros são conhecidos, e pelo qual julgamos os outros, é a primeira coisa conhecida para nós; assim como a luz para o olho, e os primeiros princípios para o intelecto. Ora, nós conhecemos todas as coisas na luz da primeira verdade, e por ela julgamos todas as coisas, como diz Agostinho (Da Trindade, xii, 2; Da Verdadeira Religião, xxxi; Confissões, xii, 25). Logo, Deus é o primeiro objeto conhecido para nós. Objeção 2: Ademais, o que faz uma coisa ser tal é mais tal. Ora, Deus é a causa de todo o nosso conhecimento; pois Ele é "a verdadeira luz que ilumina todo homem que vem a este mundo" (Jo. 1,9). Logo, Deus é o nosso primeiro e mais conhecido objeto. Objeção 3: Ademais, o…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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