Referência

Jn 3, 14

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Matos Soares

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que não foi necessário que Cristo padecesse para a libertação do gênero humano. Porque o gênero humano não podia ser libertado senão por Deus, conforme Isaías 45,21: *Porventura não sou eu o Senhor, e não há outro Deus senão eu? Deus justo e Salvador, não há outro além de mim.* Mas nenhuma necessidade pode constranger a Deus, pois isto repugnaria à sua omnipotência. Logo, não foi necessário que Cristo padecesse. **Objeção 2:** Além disso, o que é necessário opõe-se ao que é voluntário. Ora, Cristo padeceu por sua própria vontade; pois está escrito (Is 53,7): *Foi oferecido porque foi da sua própria vontade.* Logo, não foi necessário que ele padecesse. **Objeção 3:** Ademais, como está escrito (Sl 24,10): *Todos os caminhos do Senhor são misericórdia e verdade.* Ora,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo não devia ter sofrido na cruz. Porque a verdade deve conformar-se à figura. Ora, em todos os sacrifícios do Antigo Testamento que prefiguravam a Cristo, as bestas eram mortas à espada e depois consumidas pelo fogo. Logo, parece que Cristo não devia sofrer na cruz, mas antes pela espada ou pelo fogo. **Objeção 2:** Além disso, Damasceno diz (De Fide Orth. iii) que Cristo não devia assumir "aflições desonrosas". Ora, a morte na cruz era mui desonrosa e ignominiosa; por isso está escrito (Sab. 2,20): "Condenemo-lo a uma morte mui vergonhosa." Portanto, parece que Cristo não devia sofrer a morte da cruz. **Objeção 3:** Demais, foi dito de Cristo (Mat. 21,9): "Bendito o que vem em nome do Senhor." Ora, a morte na cruz era morte de maldição, como lemos em Deut.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo não padeceu em tempo conveniente. Porque a Paixão de Cristo foi prefigurada pelo sacrifício do cordeiro pascal; donde o Apóstolo diz (1 Cor 5,7): «Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.» Mas o cordeiro pascal era imolado «no dia décimo quarto, ao entardecer», como está em Ex 12,6. Logo parece que Cristo devia ter padecido então; o que é manifestamente falso, pois estava então celebrando a Páscoa com seus discípulos, segundo o relato de Marcos (14,12): «No primeiro dia dos ázimos, quando sacrificavam a Páscoa»; ao passo que foi no dia seguinte que Ele padeceu. **Objeção 2:** Além disso, a Paixão de Cristo é chamada sua exaltação, segundo Jo 3,14: «Assim convém que o Filho do homem seja levantado.» E Cristo mesmo é chamado Sol de Justiça, como lemos em Ml 4,2. L…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 9 · c. 1225–1274

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