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Jn 3, 20

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Matos Soares

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que toda ação humana é boa, e que nenhuma é má. Pois Dionísio diz (Div. Nom. iv) que o mal não age senão em virtude do bem. Mas nenhum mal é praticado em virtude do bem. Logo, nenhuma ação é má. Objeção 2: Além disso, nada age senão enquanto está em ato. Ora, uma coisa é má, não segundo está em ato, mas segundo a sua potencialidade está privada de ato; enquanto que na medida em que a sua potencialidade é aperfeiçoada pelo ato, é boa, como se afirma em Metaph. ix, 9. Logo, nada age enquanto é mau, mas somente enquanto é bom. Portanto, toda ação é boa, e nenhuma é má. Objeção 3: Além disso, o mal não pode ser causa, senão acidentalmente, como declara Dionísio (Div. Nom. iv). Mas toda ação tem algum efeito que lhe é próprio. Logo, nenhuma ação é má, mas toda ação é boa. A…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que toda ação humana é boa, e que nenhuma é má. Pois Dionísio diz (Dos Nomes Divinos, iv) que o mal não age senão em virtude do bem. Ora, nenhum mal é praticado em virtude do bem. Logo, nenhuma ação é má. Objeção 2: Além disso, nada age senão enquanto está em ato. Ora, uma coisa é má, não segundo está em ato, mas segundo sua potência está vazia de ato; ao passo que, na medida em que sua potência é aperfeiçoada pelo ato, é boa, como se afirma na Metafísica, IX, 9. Portanto, nada age enquanto é mau, mas somente enquanto é bom. Logo, toda ação é boa, e nenhuma é má. Objeção 3: Ademais, o mal não pode ser causa senão acidentalmente, como declara Dionísio (Dos Nomes Divinos, iv). Ora, toda ação tem algum efeito que lhe é próprio. Portanto, nenhuma ação é má, mas toda ação é…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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