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Jn 4, 13

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Matos Soares

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a felicidade do homem consiste nas riquezas. Pois, sendo a felicidade o fim último do homem, deve consistir naquilo que mais prende as suas afeições. Ora, isto são as riquezas; porque está escrito (Eclesiastes 10, 19): «Todas as coisas obedecem ao dinheiro.» Logo, a felicidade do homem consiste nas riquezas. **Objeção 2:** Além disso, segundo Boécio (Da Consolação, III), a felicidade é «um estado de vida tornado perfeito pela reunião de todos os bens». Ora, o dinheiro parece ser o meio de possuir todas as coisas; pois, como diz o Filósofo (Ética a Nicómaco, V, 5), o dinheiro foi inventado para ser uma espécie de garantia para a aquisição de tudo o que o homem deseja. Logo, a felicidade consiste nas riquezas. **Objeção 3:** Além disso, sendo o desejo do sumo bem…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a concupiscência não é infinita. Pois o objeto da concupiscência é o bem, que tem a natureza de fim. Ora, onde há infinito não há fim (Metaf. ii, 2). Logo, a concupiscência não pode ser infinita. **Objeção 2:** Além disso, a concupiscência é do bem conveniente, porque procede do amor. Ora, o infinito é desproporcionado e, portanto, inconveniente. Logo, a concupiscência não pode ser infinita. **Objeção 3:** Além disso, não se pode percorrer coisas infinitas; portanto, nelas não se atinge um termo último. Ora, o sujeito da concupiscência não se deleita até que atinja o termo último. Logo, se a concupiscência fosse infinita, nunca adviria deleite algum. **Ao contrário, o Filósofo diz (Polít. i, 3)** que "como a concupiscência é infinita, os homens desejam um númer…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que o prazer não causa desejo de si mesmo. Porque todo movimento cessa quando se chega ao repouso. Ora, o prazer é, por assim dizer, um certo repouso do movimento do desejo, como foi dito acima (Q. 23, A. 4; Q. 25, A. 2). Logo, quando se alcança o prazer, cessa o movimento do desejo. Portanto, o prazer não causa desejo. **Objeção 2.** Demais. Uma coisa não causa o seu contrário. Ora, o prazer é, de certo modo, contrário ao desejo, por parte do objeto; pois o desejo se refere a um bem ainda não possuído, ao passo que o prazer se refere ao bem já possuído. Logo, o prazer não causa desejo de si mesmo. **Objeção 3.** Demais. A aversão é incompatível com o desejo. Ora, o prazer frequentemente causa aversão. Logo, não causa desejo. **Ao contrário,** o Senhor disse (Jo 4,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a felicidade do homem consiste nas riquezas. Pois, sendo a felicidade o fim último do homem, deve consistir naquilo que mais domina as afeições humanas. Ora, tal são as riquezas, porque está escrito (Ecle. 10,19): “Ao dinheiro tudo obedece.” Logo, a felicidade do homem consiste nas riquezas. **Objeção 2:** Demais, segundo Boécio (De Consol. iii), a felicidade é “um estado de vida perfeito pela reunião de todos os bens”. Ora, o dinheiro parece ser o meio de possuir todas as coisas; porque, como diz o Filósofo (Ética v, 5), o dinheiro foi inventado para ser como que um penhor para se obter tudo quanto o homem deseja. Logo, a felicidade consiste nas riquezas. **Objeção 3:** Além disso, o desejo do sumo bem nunca cessa, parecendo infinito. Ora, isto se dá com as riq…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a concupiscência não é infinita. Pois o objeto da concupiscência é o bem, que tem a razão de fim. Ora, onde há infinidade não há fim (Metaf. ii, 2). Logo, a concupiscência não pode ser infinita. **Objeção 2:** Além disso, a concupiscência é do bem conveniente, porque procede do amor. Ora, o infinito é desproporcionado e, portanto, inconveniente. Logo, a concupiscência não pode ser infinita. **Objeção 3:** Além disso, não se pode percorrer coisas infinitas: e assim nelas não se atinge um termo último. Ora, o sujeito da concupiscência não se deleita até que atinja o termo último. Portanto, se a concupiscência fosse infinita, nunca se seguiria deleite algum. **Ao contrário,** o Filósofo diz (Polit. i, 3) que "como a concupiscência é infinita, os homens desejam uma…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o prazer não causa desejo de si mesmo. Porque todo movimento cessa quando se atinge o repouso. Ora, o prazer é, por assim dizer, um certo repouso do movimento do desejo, como se disse acima (Q. 23, a. 4; Q. 25, a. 2). Logo, quando se atinge o prazer, cessa o movimento do desejo. Portanto, o prazer não causa desejo. Objeção 2: Ademais, uma coisa não causa o seu contrário. Ora, o prazer é, de certo modo, contrário ao desejo, quanto ao objeto: pois o desejo se refere a um bem ainda não possuído, enquanto o prazer se refere ao bem possuído. Logo, o prazer não causa desejo de si mesmo. Objeção 3: Ademais, o fastio é incompatível com o desejo. Ora, o prazer frequentemente causa fastio. Logo, não causa desejo. Em contrário, o Senhor disse (João 4,13): «Todo o que beber de…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Jn 4, 13 nos Padres da Igreja | Aurea