Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que os frutos do Espírito Santo, enumerados pelo Apóstolo (Gálatas 5,22-23), não são atos. Pois aquilo que produz fruto não deve ser chamado de fruto; do contrário, iríamos ao infinito. Mas as nossas ações produzem fruto: porque está escrito (Sab. 3,15): "O fruto do bom trabalho é glorioso", e (João 4,36): "O que ceifa recebe salário e ajunta fruto para a vida eterna." Logo, as nossas ações não devem ser chamadas de frutos. Objeção 2: Além disso, como diz Agostinho (De Trinitate X, 10), "gozamos [do verbo latino 'fruimur', do qual derivam o latim 'fructus' e o inglês 'fruit'] das coisas que conhecemos quando a vontade repousa, regozijando-se nelas." Ora, a nossa vontade não deve repousar nas nossas ações por si mesmas. Logo, as nossas ações não devem ser chamadas de frut…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274
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