Referência

Lv 19, 12

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Matos Soares

12Não jurarás falso em meu nome, nem profanarás o nome do teu Deus. Eu sou o Senhor.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Glossa Ordinária

O Senhor ensinou até agora a abster-se de injuriar o próximo, proibindo a ira com o homicídio, a concupiscência com o adultério e o repúdio da mulher com o libelo de repúdio. Passa agora a ensinar a abster-se da injúria a Deus, proibindo não só o perjúrio como mal em si, mas até todo juramento como causa do mal, dizendo: «Ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás.» Está escrito no Levítico: «Não perjurarás em meu nome»; e para que não fizessem deuses da criatura, são mandados render a Deus os seus juramentos, e não jurar por criatura alguma: «Paga ao Senhor os teus juramentos»; isto é, se tiveres ocasião de jurar, jurarás pelo Criador e não pela criatura. Como está escrito no Deuteronómio: «Temerás o Senhor teu Deus, e por seu nome jurarás.»

Glossa Ordinária · Glossa · non occ

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que nem todo perjúrio é pecado mortal. Está estabelecido (Extra, De Jurejur, cap. Verum): "Respondendo à questão se o juramento obriga aqueles que o fizeram para salvaguardar a sua vida e os seus bens, não temos outra mente senão a que se sabe ter tido os nossos predecessores, os Romanos Pontífices, os quais absolveram tais pessoas das obrigações do seu juramento. Doravante, para que se observe a discrição e se evitem ocasiões de perjúrio, não lhes seja dito expressamente que não guardem o seu juramento; mas se não o guardarem, não sejam por isso punidos como por pecado mortal." Logo, nem todo perjúrio é pecado mortal. **OBJ 2.** Ademais, como diz Crisóstomo [*Hom. xliv in Opus Imperfectum sobre São Mateus, falsamente atribuída a São João Crisóstomo], "é maior coisa…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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