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Lc 14, 11

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Matos Soares

11porque todo o que se exalta, será humilhado, e o que se humilha, será exaltado."

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo não mereceu ser exaltado por causa da Sua Paixão. Porque a eminência da dignidade pertence somente a Deus, assim como o conhecimento da verdade, segundo o Salmo 112:4: "O Senhor é excelso sobre todas as nações, e a sua glória está acima dos céus." Mas Cristo, como homem, teve o conhecimento de toda a verdade, não por algum mérito precedente, mas pela própria união de Deus e homem, segundo João 1:14: "Vimos a sua glória, como do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." Logo, também não teve a exaltação pelo mérito da Paixão, mas só pela união. **Objeção 2:** Ademais, Cristo mereceu para Si desde o primeiro instante da sua conceição, como foi dito acima (Q. 34, A. 3). Mas o seu amor não foi maior durante a Paixão do que antes. Portanto, visto que a ca…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

Ora, porque isto é evidente segundo a letra, devemos referir o sentido às coisas interiores e investigar como elas devem ser entendidas segundo a significação espiritual. Assim, na Sagrada Escritura, pelo nome de ‘árvore’ é representada por vezes a Cruz, por vezes o justo, ou mesmo o injusto, e por vezes a Sabedoria de Deus Encarnada. Assim, a Cruz é denotada por ‘árvore’, quando se diz: *Ponhamos a árvore no seu pão* [Jr 11,19, V.]; pois ‘pôr a árvore no pão’ é aplicar a Cruz ao Corpo do nosso Senhor. De novo, pelo título de ‘árvore’ são expostos o justo, ou mesmo o injusto, como diz o Senhor pelo Profeta: *Eu, o Senhor, abati a árvore alta e exaltei a árvore baixa* [Ez 17,24]. Porquanto, segundo a palavra da mesma Verdade: *Todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exa…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 5 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1:** Pareceria que a humildade é a maior das virtudes. Pois Crisóstomo, expondo a história do fariseu e do publicano (Lc. 18), diz (*Eclog. hom. vii de Humil. Animi.*) que "se a humildade é tão ligeira corredora, mesmo quando embaraçada pelo pecado, que alcança a justiça que é companheira da soberba, aonde não chegará se a unires à justiça? Estará entre os anjos junto ao tribunal de Deus." Donde é claro que a humildade está posta acima da justiça. Ora, a justiça ou é a mais excelsa de todas as virtudes, ou inclui todas as virtudes, segundo o Filósofo (Ética, v, 1). Logo, a humildade é a maior das virtudes. **Objecção 2:** Ademais, Agostinho diz (De Verb. Dom. Serm. [*S. 10, C[1]]): "Estais pensando em erguer o grande edifício da espiritualidade? Atendei primeiramente ao fundame…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

Esta mesma sentença não discrepa da boca da ‘Verdade’, quando diz: Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado [Lucas 14, 11]. E por isso diz Salomão: Antes da ruína se ensoberbece o coração do homem, e antes da honra vem a humildade [Provérbios 18, 12]. Mas propriamente se diz: E o que baixou os olhos, esse mesmo será salvo; porque, quanto se pode descobrir pelo ministério dos membros, a primeira manifestação da soberba costuma ser pelos olhos. Donde está escrito: E abaterás os olhos altivos [Salmo 18, 27]. Donde se diz da própria cabeça dos que se portam soberbamente: Ele contempla todas as coisas altas [Jó 41, 34]. Donde está escrito acerca dela, que pela incredulidade se lhe uniu: Há uma geração, oh! quão altivos são os seus olhos! e as suas pálpeb…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 29 · c. 540–604

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São Gregório Magno

5. O Mediador entre Deus e os homens, o Homem Cristo Jesus, mostra misericórdia ao homem, por ter assumido a forma de homem. Por esta compaixão, diz a seu Pai em favor do homem redimido: *Livra-o de descer à corrupção*. Pois, como dissemos antes, seu dizer *Livra-o* é mostrar a natureza do homem livre, tomando-a sobre si. Porque por aquela carne que assumiu, provou a liberdade desta também que redimiu. Esta carne remida somos, na verdade, nós mesmos, que estamos atados pela consciência [al. *condição*] de nossa culpa. Mas pela justiça [*aequitate*] de tão poderoso Redentor somos libertos, como Ele mesmo diz: *Se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres*. [Jo 8, 36] E em favor deste homem remido, bem se diz: *Que não desça à corrupção*. Pois acima se dissera: *A sua alma se aprox…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 5 · c. 540–604

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