Objeção 1: Parece que a virtude da penitência não é uma espécie de justiça. Pois a justiça não é uma virtude teologal, mas moral, como se mostrou na SS, Q[62], A[3]. Ora, a penitência parece ser uma virtude teologal, visto que Deus é seu objeto, pois satisfaz a Deus, a quem, além disso, reconcilia o pecador. Logo, parece que a penitência não é uma espécie de justiça.
Objeção 2: Ademais, sendo a justiça uma virtude moral, ela observa o meio-termo. Ora, a penitência não observa o meio-termo, antes vai ao extremo, conforme Jeremias 6,26: «Faze para ti luto como por um filho único, uma lamentação amarga.» Logo, a penitência não é uma espécie de justiça.
Objeção 3: Ademais, há duas espécies de justiça, como se diz na Ética V, 4, a saber, «distributiva» e «comutativa». Ora, a penitência não pa…