Santo Agostinho
Quando disse «Ninguém conhece o Filho senão o Pai», não acrescentou: e aquele a quem o Pai quiser revelar o Filho. Mas quando disse «Ninguém conhece o Pai senão o Filho», acrescentou: «E aquele a quem o Filho o quiser revelar.» Isto, porém, não se deve entender como se o Filho não pudesse ser conhecido por nenhum, a não ser somente pelo Pai; enquanto o Pai poderia ser conhecido não só pelo Filho, mas também por aqueles a quem o Filho o revelar. Antes, exprime-se assim para que entendamos que tanto o Pai como o próprio Filho são revelados pelo Filho, porquanto Ele é a luz da nossa mente; e o que depois se acrescenta, «E aquele a quem o Filho o quiser revelar», deve entender-se dito tanto do Filho como do Pai, e referir-se a tudo quanto fora dito. Pois o Pai se declara por seu Verbo, mas o V…
Santo Agostinho · Quast Ev., i, 1 · c. 354–430
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