Objeção 1: Parece que não foi conveniente que Cristo fosse transfigurado. Pois não é conveniente a um corpo verdadeiro ser mudado em várias figuras, mas apenas a um corpo imaginário. Ora, o corpo de Cristo não era imaginário, mas real, como foi dito acima (Q. 5, A. 1). Logo, parece que não deveria ter sido transfigurado.
Objeção 2: Além disso, a figura está na quarta espécie de qualidade, ao passo que a claridade está na terceira, pois é uma qualidade sensível. Portanto, a assunção da claridade por Cristo não deveria ser chamada de transfiguração.
Objeção 3: Ademais, um corpo glorificado possui quatro dons, como diremos adiante (XP, Q. 82), a saber: impassibilidade, agilidade, sutileza e claridade. Logo, sua transfiguração não deveria consistir na assunção da claridade antes que dos outr…