**Objeção 1:** Parece que o jejum não é ato de abstinência. Pois Jerônimo, comentando Mateus 17,20: “Esta espécie de demônio”, diz: “Jejuar é abster-se não só do alimento, mas também de toda concupiscência.” Ora, isto pertence a toda virtude. Logo o jejum não é exclusivamente ato de abstinência.
**Objeção 2:** Ademais, Gregório diz numa homília quaresmal (xvi sobre os Evangelhos) que “o jejum quaresmal é o dízimo de todo o ano”. Ora, pagar o dízimo é ato de religião, como se disse acima (Q. 87, A. 1). Logo o jejum é ato de religião e não de abstinência.
**Objeção 3:** Ademais, a abstinência é parte da temperança, como se disse acima (QQ. 143, 146, A. 1, ad 3). Ora, a temperança é co-partilhada com a fortaleza, à qual pertence suportar aspereza, o que parece aplicar-se muito ao jejum. Log…