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Mt 26, 21

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Matos Soares

21Enquanto comiam, disse-lhes: "Em verdade vos digo que um de vós me há-de entregar."

Matos Soares · domínio público

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São João Crisóstomo

Vede o Senhor está preparado para o açoite, vede agora desce sobre Ele! Aquela pele sagrada é rasgada pela fúria das varas; a cruel violência dos golpes repetidos lacera seus ombros. Ah, ai de mim! Deus é estendido diante do homem, e Aquele em quem não se pode discernir nenhum vestígio de pecado, sofre castigo como um malfeitor.

São João Crisóstomo · Hom. iii, in Caena Dom · c. 347–407

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São João Crisóstomo

Assim pois o juiz foi aterrorizado pela sua mulher, e para que não consentisse no julgamento à acusação dos judeus, ele mesmo suportou o julgamento na aflição de sua mulher; o juiz é julgado, e torturado antes de torturar.

São João Crisóstomo · Hom. iii, in Caen. Dom · c. 347–407

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São Leão Magno

A impiedade dos judeus pois excedeu a culpa de Pilatos; mas ele não era inocente, visto que renunciou sua própria jurisdição, e consentiu na injustiça alheia.

São Leão Magno · Serm., 59, 2 · c. 400–461

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Santo Agostinho

Pilatos muitas vezes rogou aos judeus, desejando que Jesus fosse libertado, o que Mateus testemunha em brevíssimas palavras, quando diz: "Pilatos, vendo que nada conseguia, mas que antes se fazia tumulto." Não teria falado assim, se Pilatos não tivesse se esforçado muito, ainda que não mencione quantos esforços fez para libertar Jesus.

Santo Agostinho · de Cons. Ev., iii, 8 · c. 354–430

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Glossa Ordinária

O Evangelista acrescenta a razão pela qual Pilatos procurou entregar Cristo: "Porque sabia que por inveja o tinham entregue."

Glossa Ordinária · Glossa · non occ

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Glossa Ordinária

Diz-se que Pilatos faz esta resposta: "Qual dos dois quereis que vos solte?" ou à mensagem de sua mulher, ou à petição do povo, entre o qual era costume pedir tal libertação no dia festivo.

Glossa Ordinária · Glossa · non occ

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Beato Rabano Mauro

É de notar-se que o banco (tribunal) é a sede do juiz, o trono (solium) do rei, a cátedra (cathedra) do mestre. Em visões e sonhos a mulher de um gentio compreendeu o que os judeus despertos nem creriam nem compreenderiam.

Beato Rabano Mauro · c. 780–856

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Beato Rabano Mauro

Ou de outro modo: O demônio finalmente entendendo que perderia seus troféus por Cristo, como tinha primeiro trazido a morte por uma mulher, assim por uma mulher livraria Cristo das mãos de seus inimigos, para que não perdesse pela sua morte o domínio da morte.

Beato Rabano Mauro · c. 780–856

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Beato Rabano Mauro

Aqueles que eram crucificados, sendo suspensos numa cruz por pregos cravados na madeira através de suas mãos e pés, pereciam de morte lenta, e viviam muito tempo na cruz, não porque buscassem vida mais longa, mas porque a morte era diferida para prolongar seus sofrimentos. Os judeus realmente conceberam isto como a pior das mortes, mas foi escolhida pelo Senhor sem seu conhecimento, para depois pôr sobre as frontes dos fiéis a mesma cruz como troféu de sua vitória sobre o Demônio.

Beato Rabano Mauro · c. 780–856

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Beato Rabano Mauro

Também Barrabás, que chefiava uma sedição entre o povo, é liberado aos judeus, isto é, ao Demônio, que até hoje reina entre eles, de sorte que não podem ter paz.

Beato Rabano Mauro · c. 780–856

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Orígenes

Assim mostram os gentios favores àqueles a quem sujeitam a si mesmos, até que seu jugo seja fixado. Todavia este costume obtinha também entre os judeus: Saul não condenou à morte Jônatas, porque todo o povo buscava a vida dele.

Orígenes · c. 184–253

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Orígenes

Assim se vê claramente como o povo judeu é movido por seus anciãos e pelos doutores do sistema judáico, e incitado contra Jesus para destruí-Lo.

Orígenes · c. 184–253

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Orígenes

Mas a multidão, como bestas selvagens que vagam pelas planícies abertas, quereria Barrabás liberado para eles. Porque este povo tinha sedições, homicídios, roubos, praticados por alguns de sua própria nação em ato, e alimentados por todos aqueles que não creem em Jesus, interiormente em seu pensamento. Onde Jesus não está, ali há contendas e brigas; onde Ele está, há paz e todos os bens. Todos aqueles que são semelhantes aos judeus quer em doutrina quer em vida desejam que Barrabás lhes seja solto; porque quem pratica o mal, Barrabás é desatado em seu corpo, e Jesus preso; mas aquele que pratica o bem tem Cristo desatado, e Barrabás preso. Pilatos procurou feri-los de vergonha por tão grande injustiça: "Que farei pois de Jesus, que se chama Cristo?" E não somente isto, mas desejando encher…

Orígenes · c. 184–253

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Santo Hilário de Poitiers

Ao desejo dos Sacerdotes o povo escolheu Barrabás, que se interpreta "filho de um Pai", assim prefigurando a incredulidade futura quando o Anticristo, filho do pecado, fosse preferido a Cristo.

Santo Hilário de Poitiers · c. 310–367

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Remígio de Auxerre

João explica qual era sua inveja, quando diz: "Eis que o mundo se foi após ele"; e "Se o deixarmos assim, todos crerão nele." Observe-se também que em lugar do que Mateus diz, "Jesus, que se chama Cristo", Marcos diz: "Quereis que vos solte o Rei dos judeus?" Porque somente os reis dos judeus eram ungidos, e daquela unção eram chamados Cristos.

Remígio de Auxerre · c. 841–908

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Remígio de Auxerre

Era costume entre os antigos, quando alguém quereria recusar-se a participar de crime algum, tomar água e lavar as mãos diante do povo.

Remígio de Auxerre · c. 841–908

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São João Crisóstomo

Porque Cristo nada havia respondido às acusações dos judeus, pelas quais Pilatos pudesse absolvê-Lo do que lhe era alegado, ele maquina outro meio de salvá-Lo. "Pois no dia da festa o governador tinha o costume de soltar um prisioneiro ao povo, o que eles queriam."

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São João Crisóstomo

E procurou resgatar Cristo por meio deste costume, para que os judeus não tivessem nem mesmo a sombra de uma desculpa. Um homicida condenado é posto em comparação com Cristo, Barrabás, a quem chama não meramente um ladrão, mas um ladrão notável, isto é, insigne em crime.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São João Crisóstomo

"Qual dos dois quereis que vos solte?" etc. Como quem dissesse: Se não o deixardes ir como inocente, ao menos cedei-o, como condenado, a este dia santo. Porque se libertaríeis um daquele cuja culpa era indubitável, muito mais o deveríeis fazer em casos duvidosos. Observai como as circunstâncias são invertidas. É a multidão que costuma rogar pelos condenados, e o príncipe concede, mas aqui é o contrário, o príncipe pede ao povo, e os torna assim mais violentos.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São João Crisóstomo

Então acrescenta-se algo mais que só era bastante para afastar a todos de o condenar à morte: "Estando ele assentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: Nada tenhas a ver com esse homem justo." Porque conjugado com a prova oferecida pelos eventos mesmos, um sonho não era confirmação leve.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São João Crisóstomo

Mas por que Pilatos não viu também esta visão? Seja porque sua mulher foi mais digna; seja porque se Pilatos a tivesse visto, não teria tido igual crédito, ou talvez não a teria comunicado; por isso Deus providenciou que sua mulher a visse, para que assim se tornasse manifesta a todos. E ela não apenas a vê, mas "sofre muitas coisas por causa dele", de modo que a simpatia pela esposa tornaria o marido mais relutante em pô-Lo a morte. E o tempo se ajustava bem, pois na mesma noite ela a viu.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São João Crisóstomo

Mas nenhuma das coisas antecedentes moveu os inimigos de Cristo, porque a inveja os havia cegado completamente, e pela sua própria malvadez corrompem o povo, pois "persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e destruísse Jesus".

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São João Crisóstomo

Observa aqui a loucura dos Judeus; sua precipitação temerária e paixões destrutivas não lhes permitem ver o que deveriam ver, e amalçoam a si mesmos, dizendo "Seu sangue caia sobre nós", e ainda transferem a maldição aos seus filhos. Contudo um Deus misericordioso não ratificou esta sentença, mas acolheu alguns deles e de seus filhos que se arrependeram; pois Paulo era deles, e muitos milhares daqueles que em Jerusalém creram.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São Jerônimo

No Evangelho intitulado 'segundo os Hebreus', Barrabás é interpretado como 'O filho de seu mestre', que havia sido condenado por sedição e homicídio. Pilatos lhes oferece a escolha entre Jesus e o ladrão, sem duvidar que Jesus seria o mais preferido.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Observa também que visões são frequentemente concedidas por Deus aos gentios, e que a confissão de Pilatos e de sua mulher de que o Senhor era inocente é um testemunho do povo gentio.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Contudo, ainda depois desta resposta deles, Pilatos não assentiu logo, mas conforme a sugestão de sua mulher, "Nada tenhas contigo com este justo", respondeu: "Por que, que mal fez ele?" Esta fala de Pilatos abssolve Jesus. "Mas eles clamavam ainda mais, dizendo: Seja crucificado"; para que se cumprisse aquilo que se diz no Salmo: "Muitos cães me cercaram, a congregação dos ímpios me encerrou"; e também aquilo de Jeremias: "Minha herança é para mim como um leão na floresta, levantaram contra mim a sua voz".

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Pilatos tomou água em conformidade com aquilo: "Eu lavarei minhas mãos em inocência", de certo modo testificando e dizendo: Eu realmente procurei livrar este homem inocente, mas visto que um tumulto se levanta, e a acusação de traição a César é levantada contra mim, sou inocente do sangue deste homem justo. O juiz, pois, que assim é compelido a dar sentença contra o Senhor, não condena o acusado, mas os acusadores, pronunciando inocente Aquele que há de ser crucificado. "Vede vós", como se dissesse: Eu sou o ministro da lei, é vossa voz que derramou este sangue. Então respondeu todo o povo e disse: "Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos". Esta imprecação repousa até o dia presente sobre os Judeus; o sangue do Senhor não foi removido deles.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Deve-se saber que Pilatos administrava a lei romana, que prescrevia que todo aquele que fosse crucificado deveria ser primeiro açoitado. Jesus, pois, foi entregue aos soldados para ser espancado, e dilaceraram com chicotes aquele corpo santíssimo e o seio capacíssimo de Deus.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Isto foi feito para que fôssemos livrados daqueles açoites de que se diz: "Muitos serão os açoites para o ímpio". Também na lavagem das mãos de Pilatos todas as obras dos gentios são purificadas, e somos absolvidos de toda participação na impiedade dos Judeus.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Leão Magno

Ele mostra que a consciência do seu traidor lhe era conhecida, não enfrentando a sua maldade com uma repreensão severa e aberta, para que a penitência encontrasse um caminho mais pronto para aquele que não havia sido desonrado por uma repulsa pública.

São Leão Magno · Serm. 58, 3 · c. 400–461

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Santo Agostinho

E se se sustentar que há uma vida antes desta vida, isso provará que, não só para Judas, mas para nenhum outro é bom ter nascido. Poderá significar que teria sido melhor para ele não ter nascido para o Diabo, isto é, para o pecado? Ou significa que teria sido bom para ele não ter nascido para Cristo no seu chamamento, para que não se tornasse agora apóstata?

Santo Agostinho · Quaest. Ev., i, 40 · c. 354–430

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Beato Rabano Mauro

Por esta razão também, porque na Paixão de Cristo, na qual o verdadeiro sol se apressou ao seu ocaso, o refrigério eterno foi preparado para todos os fiéis.

Beato Rabano Mauro · c. 780–856

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Beato Rabano Mauro

O que Mateus chama de «paropsis», Marcos chama de «catinus». A «paropsis» é um prato quadrado para carne; «catinus», um vaso de barro para conter líquidos; este, portanto, poderia ser um vaso quadrado de barro.

Beato Rabano Mauro · c. 780–856

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Beato Rabano Mauro

Isto poderia ter sido assim dito por Judas, e respondido pelo Senhor de modo a não ser ouvido pelos demais.

Beato Rabano Mauro · c. 780–856

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Orígenes

Ou, falou Ele em geral, para provar a natureza do coração de cada um deles e para evidenciar a malícia de Judas, que não queria crer Naquele que conhecia o seu coração. Suponho que a princípio ele supôs que a coisa lhe estava oculta, julgando-O homem, o que era de incredulidade; mas quando viu que o seu coração era conhecido, abraçou o encobrimento oferecido por este modo geral de falar, o que foi desfaçatez. Isto também mostra a bondade dos discípulos, que acreditaram mais nas palavras de Cristo do que na própria consciência, «porque começaram cada um a dizer: Senhor, sou eu?» Pois sabiam pelo que Jesus lhes ensinara que a natureza humana é facilmente inclinada ao mal e está em contínua luta com «os príncipes das trevas deste mundo;» [Ef 6,12] donde perguntam como que com temor, porque po…

Orígenes · c. 184–253

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Orígenes

Tal é o costume dos homens de suma maldade, conspirar contra aqueles de cujo pão e sal participaram, e especialmente contra os que não têm nenhuma inimizade para com eles. Mas, se considerarmos a mesa espiritual e o alimento espiritual, veremos a medida mais abundante e transbordante da maldade deste homem, que não se lembrou nem do amor do seu Mestre em prover bens carnais, nem do seu ensino nas coisas espirituais. Tais são todos na Igreja que armam laços para os seus irmãos, com quem continuamente se encontram à mesma mesa do Corpo de Cristo.

Orígenes · c. 184–253

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Orígenes

Disse não «por quem» é traído o Filho do Homem, mas «por meio de quem» [João 13,2], apontando outro, a saber o Diabo, como autor da sua traição, e Judas como ministro. Mas ai também de todos os traidores de Cristo! E tal é todo aquele que trai um discípulo de Cristo.

Orígenes · c. 184–253

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Orígenes

Depois que todos os Apóstolos haviam perguntado, e depois que Cristo falara a respeito dele, Judas finalmente indagou por si mesmo, com o astucioso intento de ocultar seu propósito traiçoeiro fazendo a mesma pergunta que os demais; pois a verdadeira tristeza não suporta a incerteza.

Orígenes · c. 184–253

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Orígenes

Ou, por lisonja, chama-O Mestre, enquanto O considera indigno do título.

Orígenes · c. 184–253

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Remígio de Auxerre

"Com os doze", diz-se, porque Judas estava pessoalmente entre eles, embora tivesse cessado de o ser em mérito.

Remígio de Auxerre · c. 841–908

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Remígio de Auxerre

E diz-se belamente: «Chegada a tarde», porque era à tarde que o Cordeiro costumava ser imolado.

Remígio de Auxerre · c. 841–908

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Remígio de Auxerre

Pertence à natureza humana vir e ir; a natureza divina permanece sempre a mesma. Assim, porque a Sua natureza humana podia padecer e morrer, por isso do Filho do Homem bem se diz que “vai”. Ele diz claramente: “Como está escrito dele”, porquanto tudo o que Ele padeceu fora predito pelos Profetas.

Remígio de Auxerre · c. 841–908

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Remígio de Auxerre

Ai também de todos aqueles que se aproximam da mesa de Cristo com má e contaminada consciência! os quais, embora não entreguem Cristo aos judeus para ser crucificado, o entregam aos seus próprios membros pecadores para ser tomado. Acrescenta, para maior ênfase: «Bom fora para esse homem se nunca houvera nascido.»

Remígio de Auxerre · c. 841–908

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Remígio de Auxerre

O que pode ser entendido assim: Tu o dizes, e dizes o que é verdadeiro; ou, Tu disseste isto, não eu; deixando-lhe espaço para arrependimento enquanto sua vileza não era publicamente exposta.

Remígio de Auxerre · c. 841–908

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São João Crisóstomo

O Evangelista narra como, estando eles sentados à mesa, Jesus declara a traição de Judas, para que a maldade do traidor se faça mais evidente pela ocasião e pelas circunstâncias.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São João Crisóstomo

Antes penso que Cristo fez isto por consideração a ele, e para o trazer a melhor juízo.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São João Crisóstomo

Isto disse Ele para consolar os seus discípulos, a fim de que não pensassem que sofria por fraqueza; e ao mesmo tempo para correção do seu traidor. E, não obstante a sua Paixão houvera sido predita, Judas ainda é culpado; e não foi a sua traição que obrou a nossa salvação, mas a providência de Deus, que usou os pecados alheios para nosso proveito.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São João Crisóstomo

Embora o Senhor pudesse ter dito: «Convencionaste receber prata, e ousas perguntar-Me isto?» Mas Jesus, clementíssimo, nada disto disse, estabelecendo aí para nós regras e marcos da paciência no sofrimento do mal. «Diz-lhe: Tu o disseste.»

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São Jerônimo

O Senhor havia acima predito a Sua Paixão; agora prediz quem é o traidor, dando-lhe assim lugar de penitência, quando visse que seus pensamentos e os secretos desígnios do seu coração eram conhecidos.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Judas age em tudo para afastar toda suspeita de sua traição.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Ó maravilhosa paciência do Senhor! Dissera antes: «Um de vós me há de trair.» O traidor persevera na sua maldade; designa-o mais particularmente, contudo sem o nomear. Porque Judas, enquanto os outros se entristeciam, e recolhiam as mãos, e afastavam a comida das suas bocas, com a mesma ousadia e temeridade que o levaram a traí-Lo, estendeu a mão ao prato juntamente com o seu Mestre, dissimulando a sua audácia como boa consciência.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Judas, não detido nem pelo primeiro nem pelo segundo aviso, persevera na sua traição; a longanimidade do Senhor nutre a sua audácia. Agora, pois, é-lhe predito o seu castigo, para que as denúncias de ira corrijam onde o bom sentimento não tem poder.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Não devemos inferir disso que o homem tenha um ser antes do nascimento; pois não pode estar bem a nenhum homem até que tenha ser; simplesmente dá a entender que é melhor não ser do que ser no mal.

São Jerônimo · c. 347–420

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São Jerônimo

Sua pergunta finge ou grande reverência, ou uma hipócrita incredulidade. Os outros, que não haviam de traí-lo, disseram somente “Senhor”; o próprio traidor dirige-se a Ele como “Mestre”, como se fora alguma desculpa ter negado que Ele era Senhor, e traído apenas um Mestre.

São Jerônimo · c. 347–420

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

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