Santo Agostinho
Alguns argumentam que não devem trabalhar, porque as aves do céu não semeiam nem ceifam. Por que, pois, não atentam para o que se segue: "nem ajuntam em celeiros"? Por que procuram ter as mãos ociosas e os celeiros cheios? Por que, na verdade, moem o trigo e o preparam? Isto as aves não fazem. Ou ainda, se encontram homens a quem possam persuadir a lhes fornecer cada dia o alimento já preparado, ao menos tiram água da fonte e a põem à mesa para si, o que as aves não fazem. Mas se nem mesmo são compelidos a encher para si vasos de água, então deram um novo passo de justiça além daqueles que naquele tempo estavam em Jerusalém, os quais, do trigo enviado-lhes por livre dádiva, faziam, ou mandavam fazer, pães, o que as aves não fazem. Mas o não guardar nada para o dia de amanhã não pode ser ob…
Santo Agostinho · De Op. Monach., 23 · c. 354–430
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