Objeção 1: Parece que não convém orar. A oração parece necessária para que possamos dar a conhecer as nossas necessidades àquele a quem oramos. Mas, segundo Mateus 6,32: «Vosso Pai sabe que necessitais de todas estas coisas.» Logo, não convém orar a Deus.
Objeção 2: Ademais, pela oração inclinamos o ânimo daquele a quem oramos, para que faça o que lhe é pedido. Ora, o ânimo de Deus é imutável e inflexível, segundo 1 Reis 15,29: «Mas o Triunfador em Israel não poupará, nem se moverá ao arrependimento.» Logo, não é conveniente que oremos a Deus.
Objeção 3: Ademais, é mais liberal dar a quem não pede do que a quem pede, porque, segundo Sêneca (Dos Benefícios, II,1), «nada se compra mais caro do que o que se compra com orações». Ora, Deus é sumamente liberal. Portanto, parece que não convém…