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Fl 1, 23

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Matos Soares

23Estou em aperto por duas partes: tenho o desejo de partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que um bispo não pode licitamente abandonar a sua cura episcopal para entrar em religião. Pois ninguém pode licitamente passar de um estado mais perfeito para um menos perfeito; porque isto é "olhar para trás", o que é condenado pelas palavras de nosso Senhor (Lc. 9,62): "Ninguém que põe a mão ao arado e olha para trás é apto para o reino de Deus." Ora, o estado episcopal é mais perfeito que o religioso, como se mostrou acima (Q[184], A[7]). Portanto, assim como é ilícito voltar ao mundo do estado religioso, assim também é ilícito passar do estado episcopal para o religioso. **Objeção 2:** Ademais, a ordem da graça é mais congruente que a ordem da natureza. Ora, segundo a natureza, uma coisa não é movida em direções contrárias; assim, se uma pedra é naturalmente movi…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o homem não deve amar o seu corpo por caridade. Pois não amamos aquele com quem não queremos associar-nos. Ora, os que têm caridade fogem da sociedade do corpo, conforme Rom. 7,24: “Quem me livrará do corpo desta morte?” e Fil. 1,23: “Tendo desejo de ser desatado e de estar com Cristo.” Logo, nossos corpos não devem ser amados por caridade. **Objeção 2:** Ademais, a amizade da caridade se funda na comunhão da fruição de Deus. Ora, o corpo não pode ter parte nessa fruição. Logo, o corpo não deve ser amado por caridade. **Objeção 3:** Ademais, sendo a caridade uma espécie de amizade, dirige-se àqueles que são capazes de retribuir o amor. Ora, nosso corpo não pode amar-nos por caridade. Portanto, não deve ser amado por caridade. **Ao contrário,** Agostinho diz (Do…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o gozo espiritual que resulta da caridade é compatível com uma mistura de tristeza. Pois pertence à caridade alegrar-se com o bem do próximo, segundo 1 Co 13,4.6: "A caridade... não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade." Ora, este gozo é compatível com uma mistura de tristeza, segundo Rm 12,15: "Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram." Logo, o gozo espiritual da caridade é compatível com uma mistura de tristeza. Objeção 2: Ademais, segundo Gregório (Hom. in Evang. xxxiv), "a penitência consiste em deplorar os pecados passados e em não cometer novamente aqueles que deplorámos." Ora, não há verdadeira penitência sem caridade. Logo, o gozo da caridade tem uma mistura de tristeza. Objeção 3: Ademais, é pela caridade que o homem des…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

Porque, ainda que os justos não sejam possuídos por nenhum desregramento dos desejos carnais, contudo o estorvo da corrupção os prende nesta vida com duras cadeias; pois está escrito: *Porque o corpo corruptível oprime a alma, e a terrena habitação agrava o espírito que medita em muitas coisas.* [Sab. 9, 15] Assim, até mesmo nisto, que ainda são mortais, são oprimidos pelo peso do seu estado de corrupção, e acorrentados e ligados pelos seus estorvos, porquanto ainda não ressurgiram naquela liberdade de uma vida incorruptível. Pois encontram uma coisa da mente, e outra do corpo, e se consomem cada dia no conflito interior consigo mesmos. Porventura não estão presos com a dura cadeia da vexação, aqueles cuja mente, sem trabalho, se dissolve na ignorância, e não se exercita sem os esforços do…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 68 · c. 540–604

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São Gregório Magno

13. Porque 'o servo desejar a sombra' é, após o calor da provação e o suor do trabalho, buscar o frescor do repouso eterno. Essa sombra desejou aquele servo que disse: *A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando virei e aparecerei diante de Deus?* [Salmo 42,2] E ainda: *Ai de mim, que peregrino em Meseque* [Salmo 120,5]. Ele, como se, após duro trabalho, se retirasse do calor e buscasse uma cobertura para alcançar o frescor do descanso, diz novamente: *Pois entrarei no lugar do Tabernáculo maravilhoso, até a casa de Deus* [Salmo 42,4]. Paulo ansiava por alcançar esta 'sombra', *desejando partir e estar com Cristo* [Filipenses 1,23]. Esta sombra já haviam alcançado na plenitude do desejo dos seus corações aqueles que disseram: *Nós, que suportamos o peso e o calor do dia* [Mateus 2…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 13 · c. 540–604

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São Gregório Magno

44. Que é, pois, representado pela alma senão a inclinação da alma, e pelos ossos, a força da carne? Ora, tudo o que está suspenso é certamente erguido das coisas inferiores; portanto, "a alma escolhe a forca para que os ossos morram", porque, enquanto o intento da mente se eleva ao alto, extingue em si toda a força da vida exterior. Pois os Santos sabem, como verdade certíssima, que nunca podem gozar de descanso na vida presente, e por isso "escolhem a forca", abandonando os objetos terrenos de desejo, elevando a mente ao alto. Mas, enquanto suspensos no alto, infligem a morte aos seus ossos, porque, por amor da pátria celeste, cingidos os lombos na pressa e no esforço das virtudes, tudo aquilo em que antes eram fortes no mundo, carregam com a cadeia da humilhação. É bom notar como Paulo…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 44 · c. 540–604

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São Gregório Magno

48. Mas que Povo está ‘em viagem’ neste mundo, senão aquele que, apressando-se para a herança dos Eleitos, bem sabe que tem sua pátria no mundo celeste, e espera que ali encontrará tanto mais o que lhe é próprio quanto mais aqui considera todas as coisas que passam como alheias a si? Assim, o ‘Povo peregrino’ é o número de todos os Eleitos, que, considerando esta vida como uma espécie de exílio para si, anseiam com todo o ímpeto do coração pela pátria superior; dos quais Paulo diz: *E confessaram que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que tais coisas dizem, declaram claramente que buscam uma pátria*. [Heb. 11, 13. 14.] Deste estado peregrino também o mesmo Apóstolo estava padecendo quando disse: *Sabendo que, enquanto estamos em casa no corpo, andamos peregrinos longe…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 48 · c. 540–604

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São Gregório Magno

As cadeias da servidão são a própria detenção da sua presente peregrinação. Paulo vira que estava atado por estas cadeias, quando dizia: *Tenho desejo de ser dissolvido, e de estar com Cristo* (Fl 1,23). Percebia que estava atado com as cordas da pobreza, quando, contemplando as verdadeiras riquezas, as suplicava também para os seus discípulos: *Para que saibais qual é a esperança da Sua vocação, e quais as riquezas da glória da Sua herança nos santos* (Ef 1,18). Mas depois disto acrescenta-se retamente: *Ele lhes mostrará as suas obras, e as suas maldades, porque foram violentos.* Pois quando, por amor, aprendemos mais da glória celestial, então sentimos que os pecados que cometemos foram mais graves. Donde também Paulo, depois de ter sentido a graça das coisas celestiais, descobriu que…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 55 · c. 540–604

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São Gregório Magno

4. Mas a Igreja dos Eleitos será então plenamente dia, quando a sombra do pecado não mais se mesclar com ela. Será então plenamente dia, quando tiver sido iluminada com o perfeito calor da luz interior. Será então plenamente dia, quando, não tolerando mais a sedutora lembrança dos seus pecados, esconder de si mesma até mesmo todos os resquícios das trevas. Donde também esta aurora é bem assinalada como ainda em progresso, quando se diz: E mostraste à aurora o seu lugar? Pois aquilo cujo lugar é assinalado está certamente sendo chamado de uma condição para outra. Pois o que é o lugar da aurora senão a perfeita claridade da visão eterna? E quando ela é conduzida e chega ali, já não tem nenhuma das trevas da noite passada. Mas agora, quando ainda suporta os incômodos das tentações, porque a I…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 4 · c. 540–604

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São Gregório Magno

70. Vejamos como Paulo ama o que evita, como evita o que ama. Pois ele diz: “Tenho desejo de ser desatado e de estar com Cristo” (Fl 1,23). E: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Fl 1,21). E contudo diz: “Nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, não porque desejemos ser despojados, mas revestidos, para que a mortalidade seja absorvida pela vida” (2Cor 5,4). Eis que ele tanto anseia morrer, como teme ser despojado da carne. Por que é isto? Porque, embora a vitória o alegre para sempre, o castigo contudo o perturba no presente; e, embora o amor do dom subsequente prevaleça, o golpe da tristeza roça a mente, não sem dor. Pois, assim como um homem corajoso, quando se cinge com as armas, aproximando-se já a luta do combate, tanto palpita como se apressa, treme e se…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 70 · c. 540–604

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Fl 1, 23 nos Padres da Igreja | Aurea