Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que o amor não causa a mútua inabitação, de modo que o amante esteja no amado e vice-versa. Pois aquilo que está em outro é contido nele. Mas o mesmo não pode ser continente e conteúdo. Logo, o amor não pode causar a mútua inabitação, de modo que o amante esteja no amado e vice-versa. Objeção 2: Ademais, nada pode penetrar no interior de um todo senão mediante a divisão do todo. Mas é função da razão, não do apetite onde reside o amor, dividir as coisas que são realmente unidas. Portanto, a mútua inabitação não é efeito do amor. Objeção 3: Ademais, se o amor implica que o amante esteja no amado e vice-versa, segue-se que o amado está unido ao amante do mesmo modo que o amante está unido ao amado. Ora, a união mesma é o amor, como acima se afirmou (A[1]). Logo, segue-se…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274
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