Referência

Fl 3, 13

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Autores distintos

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Matos Soares

13Irmãos, não julgo ter já alcançado a meta (da perfeição cristã). Mas somente faço uma coisa: esquecendo-me do que fica para trás e avançando para as coisas que estão adiante,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

10

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a Lei Antiga não deveria induzir os homens à observância dos seus preceitos por meio de promessas e ameaças temporais. Pois o fim da lei divina é sujeitar o homem a Deus pelo temor e pelo amor: donde está escrito (Dt 10,12): «E agora, Israel, que é que o Senhor teu Deus pede de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, e andes nos seus caminhos, e o ames?» Ora, o desejo dos bens temporais afasta o homem de Deus: pois Agostinho diz (Qq. lxxxiii, qu. 36) que «a cobiça é a ruína da caridade». Logo, promessas e ameaças temporais parecem contrárias à intenção de um legislador: e isto torna a lei digna de rejeição, como declara o Filósofo (Polít. ii, 6). Objeção 2: Ademais, a lei divina é mais excelente que a lei humana. Ora, nas ciências, notamos que quanto mais sublime a ci…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não se requer nenhum movimento do livre-arbítrio em direção ao pecado para a justificação do ímpio. Porque só a caridade basta para tirar o pecado, conforme Provérbios 10,12: "A caridade cobre todos os pecados." Ora, o objeto da caridade não é o pecado. Logo, para esta justificação do ímpio não se requer nenhum movimento do livre-arbítrio em direção ao pecado. Objeção 2: Ademais, todo aquele que está avançando não deve olhar para trás, segundo Filipenses 3,13.14: "Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e estendendo-me para as que estão diante, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação." Ora, quem se estende para a justiça tem seus pecados atrás de si. Logo, deve esquecê-los, e não estender-se para eles por um movimento do seu livre-arbítrio. Objeção…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a Lei Antiga não deveria ter induzido os homens à observância dos seus preceitos por meio de promessas e ameaças temporais. Porque o fim da Lei Divina é sujeitar o homem a Deus pelo temor e pelo amor; donde está escrito (Dt 10,12): «E agora, Israel, que é que o Senhor teu Deus pede de ti, senão que temas ao Senhor teu Deus, e andes nos seus caminhos, e o ames?» Ora, o desejo dos bens temporais afasta o homem de Deus; pois Agostinho diz (Qq. lxxxiii, qu. 36) que «a cobiça é a ruína da caridade». Portanto, as promessas e ameaças temporais parecem contrárias à intenção do legislador; e isso torna a lei digna de rejeição, como declara o Filósofo (Polit. ii, 6). Objeção 2: Ademais, a Lei Divina é mais excelente do que a lei humana. Ora, nas ciências notamos que, quanto ma…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que não se requer movimento algum do livre-arbítrio para o pecado na justificação do ímpio. Porque a caridade basta por si só para tirar o pecado, segundo Provérbios 10,12: «A caridade cobre todos os pecados.» Ora, o objeto da caridade não é o pecado. Logo, para esta justificação do ímpio não se requer movimento algum do livre-arbítrio para o pecado. **Objeção 2:** Além disso, quem está a progredir não deve olhar para trás, segundo Filipenses 3,13-14: «Esquecendo-me das coisas que ficam para trás, e lançando-me para as que estão diante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação celestial.» Ora, quem se estende para a justiça tem os seus pecados atrás de si. Logo, deve esquecê-los, e não estender-se para eles mediante um movimento do seu livre-arbítrio. **Objeçã…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

12. Assim, à maneira dos viajantes, não devemos nunca olhar quanto caminho já percorremos, mas quanto nos resta para cumprir, para que, aos poucos, se torne passado e findo o que incessante e temerosamente se marca como ainda por vir. Portanto, devemos muito mais examinar os bens que ainda não fizemos do que aqueles bens que nos alegramos já ter feito. Mas a fraqueza humana tem isto de seu: que lhe é mais atraente olhar para o que lhe agrada em si mesma do que para o que lhe desagrada em si mesma. Pois o olho enfermo do coração, enquanto teme ser posto em dores na sua contemplação, como que pede uma espécie de leito de deleite na mente, onde possa deitar-se molemente; e por esta razão descobre os benefícios que assegurou pelas boas coisas que fez, mas é cego para as perdas que sofre por aq…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 12 · c. 540–604

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São Gregório Magno

80. Mas os homens santos vigiam-se a si mesmos com cuidadosa observação, para não serem separados, pela mutabilidade, do objecto dos seus pensamentos; e, porque desejam ser sempre os mesmos, confinam-se cuidadosamente ao pensamento com que amam a Deus. Pois, na contemplação do seu Criador, estão prestes a obter isto: gozar sempre a mesma estabilidade de mente. Nenhuma mutabilidade, pois, os dissipa; porque o seu pensamento permanece continuamente sem qualquer diferença em si mesmo. Esforçam-se, portanto, agora por imitar com trabalho aquilo que depois recebem com alegria como dom. A este estado imutável se tinha unido o Profeta pela virtude do amor, quando dizia: Uma coisa pedi ao Senhor, esta buscarei: que habite na casa do Senhor. [Sl 27,4] A esta unidade aderira Paulo na sua intenção, q…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 80 · c. 540–604

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São Gregório Magno

13. O nosso Criador costuma interrogar-nos de três modos: quando nos fere com a severidade da vara e mostra quão grande paciência ou existe em nós ou nos falta. Ou quando ordena certas coisas que nos desagradam e desvenda a nossa obediência ou desobediência. Ou nos revela algumas verdades ocultas e outras esconde, e nos dá a conhecer a medida da nossa humildade. Pois Ele nos interroga pelo flagelo, quando assalta com aflições a mente que Lhe esteve devidamente sujeita num tempo de tranquilidade. Como o mesmo Jó é louvado pelo testemunho do seu Juiz e, contudo, é entregue aos golpes do açoitador, para que a sua paciência fosse tanto mais verdadeiramente manifestada quanto mais severamente havia sido examinada. Mas Ele nos interroga ao ordenar coisas difíceis, como Abraão é mandado sair da s…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 13 · c. 540–604

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São Gregório Magno

33. Mas quem, por entre estas nuvens de juízos secretos, pode assim lançar a luz da sua mente, que distinga com algum discernimento, ou quem persevera no pecado, ou quem persevera na justiça, ou quem se converte do mais alto ao mais baixo estado, ou quem recai do mais alto ao mais baixo? Estes pontos estão ocultos aos sentidos dos homens, nem se sabe coisa alguma acerca do fim de ninguém, porque o abismo dos juízos divinos não é de modo algum penetrado pelo olho da mente humana. Pois vemos que aquele mundo gentio, que era oposto a Deus, foi coberto com a luz da justiça, e que a Judéia, por longo tempo amada, foi obscurecida com a noite da incredulidade. Sabemos também que o ladrão passou da cruz para o reino, e que Judas desceu ao inferno da glória do Apostolado. E ainda, porque destinos u…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 33 · c. 540–604

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São Gregório Magno

103. Consideremos que águia excelsa foi Paulo, que voou até ao terceiro céu; contudo, habitando nesta vida, ainda vê a Deus de longe, ele que diz: Agora vemos por um espelho, em enigma, mas então face a face. [1Cor 13,12] E ainda: Não julgo que já haja alcançado. [Fl 3,13] Mas, embora ele mesmo contemple as coisas eternas muito aquém do que realmente são, embora saiba que não as pode compreender perfeitamente; contudo, aquelas mesmas coisas, que ele só pode contemplar através de um espelho e de uma imagem, não as pode instilar pela pregação nos seus ouvintes fracos. Pois fala de si mesmo como de outra pessoa, dizendo: Ouviu palavras secretas, que não é lícito ao homem falar. [2Cor 12,4] Portanto, ainda que as verdades interiores mínimas e extremas sejam vistas, para os grandes pregadores e…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 103 · c. 540–604

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São Gregório Magno

Diz-se, portanto, retamente: Em círculo está o terror dos seus dentes, isto é, os poderes corrompidos deste mundo protegem os maus pregadores do Anticristo. Pois muitos dos poderosos esforçam-se por alarmar com crueldade aqueles que procuram seduzir com suas palavras. Em círculo, portanto, está o terror dos seus dentes. Como se abertamente se dissesse: Estes falsos pregadores esmagam a alguns por suas persuasões, porque há outros ao redor deles, que afligem com seus terrores as mentes dos fracos. Que tempo de perseguição parecerá aquele, então, quando alguns rugem com palavras e outros com espadas, para perverter a piedade dos fiéis? Pois quem desprezaria, ainda que fosse fraco, os dentes deste Leviatã, se o terror não os defendesse por um círculo de poderes mundanos? Mas são atacados com…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 48 · c. 540–604

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