Referência

Fl 3, 21

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Autores distintos

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Matos Soares

21o qual transformará o nosso corpo de miséria, fazendo-o semelhante ao seu corpo glorioso, com aquele poder com que pode também sujeitar a si todas as coisas.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Cristo não é a Cabeça dos homens quanto aos seus corpos. Porque Cristo é dito Cabeça da Igreja enquanto comunica à Igreja o sentido espiritual e o movimento da graça. Ora, o corpo não é capaz desse sentido e movimento espiritual. Logo, Cristo não é a Cabeça dos homens quanto aos seus corpos. Objeção 2: Demais. — Nós temos corpos comuns com os brutos. Se, portanto, Cristo fosse a Cabeça dos homens quanto aos corpos, seguir-se-ia que Ele era a Cabeça dos animais brutos; o que não é conveniente. Objeção 3: Demais. — Cristo tomou o seu corpo de outros homens, como é claro por Mateus 1 e Lucas 3. Ora, a cabeça é o primeiro dos membros, como acima se disse (A. 1, ad 3). Logo, Cristo não é a Cabeça da Igreja quanto aos corpos. Mas, em contrário, está escrito (Filip. 3,21)…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não foi conveniente que Cristo fosse transfigurado. Pois não é conveniente a um corpo verdadeiro ser mudado em várias figuras, mas apenas a um corpo imaginário. Ora, o corpo de Cristo não era imaginário, mas real, como foi dito acima (Q. 5, A. 1). Logo, parece que não deveria ter sido transfigurado. Objeção 2: Além disso, a figura está na quarta espécie de qualidade, ao passo que a claridade está na terceira, pois é uma qualidade sensível. Portanto, a assunção da claridade por Cristo não deveria ser chamada de transfiguração. Objeção 3: Ademais, um corpo glorificado possui quatro dons, como diremos adiante (XP, Q. 82), a saber: impassibilidade, agilidade, sutileza e claridade. Logo, sua transfiguração não deveria consistir na assunção da claridade antes que dos outr…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que as testemunhas da transfiguração foram inconvenientemente escolhidas. Porque cada um é melhor testemunha das coisas que conhece. Ora, ao tempo da transfiguração de Cristo, ninguém, senão os anjos, tinha ainda conhecimento experimental da glória futura. Logo, as testemunhas da transfiguração deviam ter sido anjos, e não homens. **Objeção 2.** Demais — Convém à testemunha da verdade a verdade, não a ficção. Ora, Moisés e Elias ali estavam não realmente, mas só em aparência; pois uma glosa sobre Lc 9,30 — "Eram Moisés e Elias" — diz: "Deve observar-se que Moisés e Elias ali não estavam nem em corpo nem em alma"; mas que aqueles corpos foram formados "de alguma matéria disponível. É também crível que isso foi resultado dos ministérios angélicos, mediante os anjos que…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o corpo de Cristo não ressuscitou glorificado. Pois os corpos glorificados resplandecem, segundo Mateus 13,43: «Então os justos resplandecerão como o sol no reino de seu Pai». Ora, os corpos resplandecentes são vistos sob o aspecto da luz, mas não da cor. Logo, visto que o corpo de Cristo foi contemplado sob o aspecto da cor, como até então, parece que não era glorificado. **Objeção 2:** Ademais, um corpo glorificado é incorruptível. Mas o corpo de Cristo parece não ter sido incorruptível, porque era palpável, como Ele mesmo diz em Lucas 24,39: «Tocai e vede». Ora, Gregório diz (Hom. in Evang. XXVI) que «o que se toca deve ser corruptível, e o que é incorruptível não pode ser tocado». Consequentemente, o corpo de Cristo não era glorificado. **Objeção 3:** Ademai…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a Ressurreição de Cristo não é a causa da ressurreição de nossos corpos, porque, dada uma causa suficiente, o efeito deve seguir-se necessariamente. Se, portanto, a Ressurreição de Cristo é a causa suficiente da ressurreição de nossos corpos, então todos os mortos deveriam ter ressuscitado logo que Ele ressuscitou. Objeção 2: Além disso, a justiça divina é a causa da ressurreição dos mortos, para que o corpo seja recompensado ou punido juntamente com a alma, pois eles partilharam do mérito ou do pecado, como diz Dionísio (Hier. Ecl. vii) e Damasceno (De Fide Orth. iv). Mas a justiça de Deus deve necessariamente ser cumprida, ainda que Cristo não tivesse ressuscitado. Portanto, os mortos ressuscitariam mesmo que Cristo não tivesse ressuscitado. Consequentemente, a Res…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o corpo de Cristo, tal como está neste sacramento, pode ser visto pelo olho, ao menos por um olho glorificado. Pois nossos olhos são impedidos de contemplar o corpo de Cristo neste sacramento por causa das espécies sacramentais que o velam. Mas o olho glorificado não pode ser impedido por coisa alguma de ver os corpos como são. Logo, o olho glorificado pode ver o corpo de Cristo tal como está neste sacramento. **Objeção 2:** Ademais, os corpos glorificados dos santos serão «assemelhados ao corpo da glória» de Cristo, segundo Filipenses 3,21. Ora, o olho de Cristo vê a Si mesmo tal como está neste sacramento. Logo, pela mesma razão, todo outro olho glorificado O pode ver. **Objeção 3:** Ademais, na ressurreição os santos serão iguais aos anjos, segundo Lucas 20,3…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 7 · c. 1225–1274

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