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Pr 1, 33

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Matos Soares

33Mas aquele que me ouvir, viverá tranqüilo, em segurança, sem receio de mal algum.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Pareceria que o temor não permanece no céu. Pois está escrito (Prov. 1,33): «Ele gozará abundância, sem temor dos males», o que se deve entender como referindo-se àqueles que já gozam da sabedoria na felicidade eterna. Ora, todo temor é acerca de algum mal, pois o mal é o objeto do temor, como acima se afirmou (AA[2],5; FS, Q[42], A[1]). Logo, não haverá temor no céu. **Objeção 2:** Além disso, no céu os homens serão conformados a Deus, segundo 1 Jo 3,2: «Quando Ele aparecer, seremos semelhantes a Ele». Ora, Deus não teme nada. Logo, no céu os homens não terão temor. **Objeção 3:** Ademais, a esperança é mais perfeita que o temor, pois a esperança diz respeito ao bem, e o temor, ao mal. Ora, a esperança não estará no céu. Logo, também não haverá temor no céu. **Ao contrár…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 11 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a esperança permanece após a morte, no estado de glória. Porque a esperança aperfeiçoa o apetite humano de um modo mais excelente do que as virtudes morais. Ora, as virtudes morais permanecem depois desta vida, como claramente afirma Agostinho (De Trin. XIV,9). Logo, muito mais permanece a esperança. Objeção 2: Demais, o temor é oposto à esperança. Ora, o temor permanece depois desta vida: nos bem-aventurados, o temor filial, que permanece para sempre; nos condenados, o temor da pena. Portanto, de modo semelhante, a esperança pode permanecer. Objeção 3: Demais, assim como a esperança é do bem futuro, assim também o desejo. Ora, nos bem-aventurados há desejo do bem futuro; tanto pela glória do corpo, que as almas dos bem-aventurados desejam, como declara Agostinho (G…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a esperança permanece depois da morte, no estado de glória. Porque a esperança aperfeiçoa o apetite humano de modo mais excelente do que as virtudes morais. Ora, as virtudes morais permanecem depois desta vida, como Agostinho claramente afirma (De Trin. xiv, 9). Muito mais, então, permanece a esperança. Objeção 2: Ademais, o temor é oposto à esperança. Ora, o temor permanece depois desta vida: nos Bem-aventurados, o temor filial, que permanece para sempre—nos condenados, o temor da pena. Logo, de modo semelhante, a esperança pode permanecer. Objeção 3: Ademais, assim como a esperança é do bem futuro, também o desejo o é. Ora, nos Bem-aventurados há desejo do bem futuro; tanto da glória do corpo, que as almas dos Bem-

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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