Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Pareceria lícito ao acusado defender-se com calúnias. Porque, segundo o direito civil (Cod. II, iv, De transact. 18), quando um homem é julgado por sua vida, é-lhe lícito subornar o seu adversário. Ora, isto se faz principalmente defendendo-se com calúnias. Logo, o acusado que é julgado por sua vida não peca se se defende com calúnias. Objeção 2: Ademais, um acusador que é culpado de conluio com o acusado é punível por lei (Decret. II, qu. iii, can. Si quem poenit.). Contudo, nenhuma pena é imposta ao acusado por conluio com o acusador. Portanto, pareceria lícito ao acusado defender-se com calúnias. Objeção 3: Além disso, está escrito (Prov. 14,16): "O sábio teme e aparta-se do mal; o insensato precipita-se e fica confiante." Ora, o que se faz sabiamente não é pecado. Logo, nã…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274
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