Referência

Pr 16, 2

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Matos Soares

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Deus não conhece as coisas singulares. Pois o intelecto divino é mais imaterial que o intelecto humano. Ora, o intelecto humano, por sua imaterialidade, não conhece as coisas singulares; mas, como diz o Filósofo (De Anima ii), “a razão tem por objeto os universais, o sentido, as coisas singulares”. Logo, Deus não conhece as coisas singulares. **Objeção 2:** Ademais, em nós, só aquelas faculdades conhecem o singular que recebem a espécie não abstraída das condições materiais. Ora, em Deus, as coisas estão no mais alto grau abstraídas de toda materialidade. Logo, Deus não conhece as coisas singulares. **Objeção 3:** Ademais, todo conhecimento se dá mediante alguma semelhança. Ora, a semelhança das coisas singulares enquanto singulares não parece estar em Deus; poi…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 11 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que Deus não ama sempre mais as coisas melhores. Porque é manifesto que Cristo é melhor do que todo o gênero humano, sendo Deus e homem. Mas Deus amou mais o gênero humano do que amou a Cristo; pois está escrito: «Não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós» (Rom. 8,32). Logo, Deus não ama sempre mais as coisas melhores. Objecção 2: Além disso, um anjo é melhor do que um homem. Donde se diz do homem: «Fizeste-o um pouco menor que os anjos» (Sl. 8,6). Mas Deus amou mais os homens do que amou os anjos, pois está escrito: «Em nenhum lugar toma Ele os anjos, mas toma a descendência de Abraão» (Heb. 2,16). Logo, Deus não ama sempre mais as coisas melhores. Objecção 3: Além disso, Pedro era melhor do que João, pois amava mais a Cristo. Donde o Senhor, sabendo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que tentar não é próprio do diabo. Pois diz-se que Deus tenta, segundo Gn 22,1: «Deus tentou a Abraão». Além disso, o homem é tentado pela carne e pelo mundo. Também se diz que o homem tenta a Deus e tenta o homem. Logo, não é próprio do diabo tentar. Objeção 2: Ademais, tentar é sinal de ignorância. Ora, os demônios sabem o que acontece entre os homens. Portanto, os demônios não tentam. Objeção 3: Ademais, a tentação é o caminho do pecado. Ora, o pecado reside na vontade. Logo, visto que os demônios não podem mudar a vontade do homem, como se conclui do que foi dito acima (Q. 111, A. 2), parece que não está em sua alçada tentar. Em contrário, está escrito (1 Ts 3,5): «Para que não suceda que vos tenha tentado aquele que tenta»; ao que a Glosa acrescenta: «isto é, o di…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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