Referência

Pr 16, 4

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Autores distintos

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Matos Soares

4Tudo fez o Senhor para (glória de) si mesmo; até ao ímpio para o dia mau (do castigo).

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Deus não é a causa final de todas as coisas. Porque agir por um fim parece implicar necessidade do fim. Ora, Deus de nada necessita. Logo, não Lhe convém agir por um fim. Objeção 2: Além disso, o fim da geração, e a forma da coisa gerada, e o agente não podem ser idênticos (Fís. ii, texto 70), porque o fim da geração é a forma da coisa gerada. Ora, Deus é o primeiro agente que produz todas as coisas. Logo, não é a causa final de todas as coisas. Objeção 3: Além disso, todas as coisas desejam o seu fim. Ora, nem todas as coisas desejam a Deus, pois nem todas sequer O conhecem. Logo, Deus não é o fim de todas as coisas. Objeção 4: Além disso, a causa final é a primeira das causas. Se, portanto, Deus é a causa eficiente e a causa final, segue-se que nEle existem antes…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que as criaturas corpóreas não foram feitas por causa da bondade de Deus. Porque está escrito (Sabedoria 1,14): "Deus criou todas as coisas para que existissem." Logo, todas as coisas foram criadas por causa do seu próprio ser, e não por causa da bondade de Deus. **Objeção 2:** Demais, o bem tem a natureza de fim; portanto, o maior bem nas coisas é o fim do bem menor. Ora, as criaturas espirituais estão para as corpóreas como o bem maior para o menor. Logo, as criaturas corpóreas foram criadas por causa das espirituais, e não por causa da bondade de Deus. **Objeção 3:** Ademais, a justiça não dá coisas desiguais senão aos desiguais. Ora, Deus é justo; portanto, é necessário que a desigualdade não criada por Deus preceda toda desigualdade criada por Ele. Mas a desigu…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o fim do governo do mundo não é algo existente fora do mundo. Pois o fim do governo de uma coisa é aquilo a que a coisa governada é conduzida. Ora, aquilo a que uma coisa é conduzida é algum bem na própria coisa; assim, um doente é reconduzido à saúde, que é algo de bom nele. Logo, o fim do governo das coisas é algum bem não fora, mas dentro das próprias coisas. Objeção 2: Ademais, o Filósofo diz (Ética I, 1): “Alguns fins são uma operação; outros são uma obra” — isto é, produzida por uma operação. Ora, nada pode ser produzido por todo o universo fora de si mesmo; e a operação existe no agente. Logo, nada extrínseco pode ser o fim do governo das coisas. Objeção 3: Ademais, o bem da multidão parece consistir na ordem, e na paz que é a “tranquilidade da ordem”, como d…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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