Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece inconveniente que se mande aos que jejuam abster-se de carne de animais, de ovos e de lacticínios. Porque, como se disse acima (A[6]), o jejum foi instituído como freio à concupiscência da carne. Ora, a concupiscência é mais acesa pelo vinho do que pela carne, segundo Prov. 20,1: "O vinho é coisa luxuriosa", e Efés. 5,18: "Não vos embriagueis com vinho, no qual há luxúria." Visto, pois, que aos que jejuam não se proíbe beber vinho, parece que não se lhes deve proibir comer carne. Objeção 2: Ademais, alguns peixes são tão deleitáveis ao paladar quanto a carne de certos animais. Ora, "a concupiscência é o desejo do deleitável", como se disse acima (I-II, Q[30], A[1]). Portanto, visto que o jejum, instituído para refrear a concupiscência, não exclui o comer peixe, tampouco…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 8 · c. 1225–1274
tradução automática