Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a pusilanimidade não é pecado. Pois todo pecado faz o homem mau, assim como toda virtude o faz bom. Ora, o homem pusilânime não é mau, como diz o Filósofo (Ética iv, 3). Logo, a pusilanimidade não é pecado. Objeção 2: Além disso, o Filósofo diz (Ética iv, 3) que "o pusilânime é especialmente aquele que é digno de grandes bens, todavia não se julga digno deles". Ora, ninguém é digno de grandes bens senão o virtuoso, pois, como diz ainda o Filósofo (Ética iv, 3), "somente os virtuosos são verdadeiramente dignos de honra". Logo, os pusilânimes são virtuosos; e, consequentemente, a pusilanimidade não é pecado. Objeção 3: Além disso, "A soberba é o princípio de todo pecado" (Eclo 10,15). Ora, a pusilanimidade não procede da soberba, pois o soberbo se eleva acima do que é…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274
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