Referência

Pr 27, 4

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Autores distintos

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Matos Soares

4Seja muito embora cruel a ira e impetuosa a cólera, quem poderá suportar o ciúme?

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a razão de se ter compaixão não é um defeito na pessoa que se compadece. Pois é próprio de Deus ser misericordioso, donde está escrito (Sl 144,9): «As suas misericórdias são sobre todas as suas obras». Ora, em Deus não há defeito algum. Logo, um defeito não pode ser a razão de se ter compaixão. Objeção 2: Ademais, se um defeito é a razão de se ter compaixão, aqueles em quem há mais defeito hão de ter necessariamente mais compaixão. Mas isto é falso, pois o Filósofo diz (Retórica, II, 8) que «os que estão em estado desesperado são sem compaixão». Logo, parece que a razão de se ter compaixão não é um defeito naquele que se compadece. Objeção 3: Ademais, ser tratado com desprezo é ser defeituoso. Ora, o Filósofo diz (Retórica, II, 8) que «os que são inclinados à contum…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que a ira é mais grave que o ódio. Porquanto está escrito (Prov 27,4): «A ira não tem misericórdia, nem o furor, quando se derrama». Ora, o ódio às vezes tem misericórdia. Logo, a ira é mais grave que o ódio. **Objeção 2.** Ademais, é pior sofrer o mal e afligir-se por ele do que apenas sofrê-lo. Ora, quando alguém odeia, contenta-se se o objeto do seu ódio padece o mal; ao passo que o irado não se satisfaz a menos que o objeto da sua ira o saiba e por isso se aflija, como diz o Filósofo (Ret. ii, 4). Logo, a ira é mais grave que o ódio. **Objeção 3.** Além disso, uma coisa parece tanto mais firme quanto mais elementos concorrem para estabelecê-la; assim, um hábito é tanto mais sólido quanto causado por muitos atos. Ora, a ira é causada pelo concurso de várias paixõ…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a temperança não é uma virtude cardinal. Pois o bem da virtude moral depende da razão. Mas a temperança é acerca daquelas coisas que estão mais afastadas da razão, a saber, acerca dos prazeres comuns a nós e aos animais inferiores, como se afirma na Ethic. iii, 10. Logo, a temperança, ao que parece, não é uma virtude principal. Objeção 2: Além disso, quanto maior o ímpeto, mais difícil é controlá-lo. Ora, a ira, que é controlada pela mansidão, parece ser mais impetuosa que o desejo, controlado pela temperança. Pois está escrito (Pv 27,4): «A ira não tem misericórdia, nem o furor no seu ímpeto; e quem poderá sofrer a violência [impetum] do irado?» Portanto a mansidão é virtude principal mais que a temperança. Objeção 3: Além disso, a esperança, como movimento da alma…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 7 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Obj. 1: Parece que a ira é o pecado mais grave. Pois Crisóstomo diz (Hom. xlviii in Joan.) que "nada é mais repulsivo que o aspecto de um homem irado, e nada mais feio que um rosto impiedoso, e sobretudo que uma alma cruel". Logo, a ira é o pecado mais grave. Obj. 2: Ademais, quanto mais danoso é um pecado, tanto pior parece ser; pois, segundo Agostinho (Enchiridion xii), "uma coisa se diz má porque causa dano". Ora, a ira é danosíssima, porque priva o homem da razão, pela qual é senhor de si; pois Crisóstomo diz (Hom. xlviii in Joan.) que "a ira em nada difere da loucura; é um demônio enquanto dura, e na verdade mais perturbadora do que aquele que é atormentado por um demônio". Logo, a ira é o pecado mais grave. Obj. 3: Ademais, os movimentos interiores se julgam por seus efeitos exteri…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a ira é mais grave que o ódio. Pois está escrito (Prov. 27:4): «A ira não tem misericórdia, nem o furor quando irrompe». Mas o ódio algumas vezes tem misericórdia. Logo, a ira é mais grave que o ódio. **Objeção 2:** Ademais, é pior sofrer um mal e afligir-se por ele do que apenas sofrê-lo. Ora, quando alguém odeia, fica contente se o objeto de seu ódio sofre um mal; ao passo que o irado não se satisfaz a menos que o objeto de sua ira o saiba e por isso se aflija, como diz o Filósofo (Ret. ii, 4). Portanto, a ira é mais grave que o ódio. **Objeção 3:** Ademais, uma coisa parece ser tanto mais firme quanto mais elementos concorrem para estabelecê-la; assim, um hábito é tanto mais consolidado por ser causado por vários atos. Ora, a ira é causada pela concorrência d…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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