Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a docilidade não deve ser considerada uma parte da prudência. Pois aquilo que é condição necessária de toda virtude intelectual não deve ser apropriado a uma delas. Ora, a docilidade é necessária para toda virtude intelectual. Logo, não deve ser considerada uma parte da prudência. Objeção 2: Ademais, o que pertence a uma virtude humana está em nosso poder, pois é pelas coisas que estão em nosso poder que somos louvados ou censurados. Ora, não está em nosso poder ser dóceis, pois isto convém a alguns por sua disposição natural. Logo, não é parte da prudência. Objeção 3: Ademais, a docilidade está no discípulo; ao passo que a prudência, por fazer preceitos, parece pertencer antes aos mestres, que também são chamados "preceptores". Logo, a docilidade não é parte da pru…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274
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