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Pr 6, 30

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Autores distintos

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Matos Soares

30Não é grande a culpa, quando alguém furta, se furta para matar a fome.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a prudência da carne é pecado mortal. Pois é pecado mortal rebelar-se contra a lei divina, já que isso implica desprezo de Deus. Ora, «a prudência [Douay: 'sabedoria'] da carne... não está sujeita à lei de Deus» (Rm 8,7). Logo, a prudência da carne é pecado mortal. Objeção 2: Ademais, todo pecado contra o Espírito Santo é pecado mortal. Ora, a prudência da carne parece ser um pecado contra o Espírito Santo, pois «não pode sujeitar-se à lei de Deus» (Rm 8,7), e assim parece ser um pecado imperdoável, o que é próprio do pecado contra o Espírito Santo. Logo, a prudência da carne é pecado mortal. Objeção 3: Ademais, o maior mal opõe-se ao maior bem, como se diz na Ética VIII, 10. Ora, a prudência da carne opõe-se à prudência, que é a principal das virtudes morais. Logo,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o furto nem sempre é pecado. Pois nenhum pecado é mandado por Deus, visto que está escrito (Ecle. 15,21): «A ninguém mandou ele fazer impiamente.» Contudo, achamos que Deus mandou o furto, pois está escrito (Êx. 12,35-36): «E os filhos de Israel fizeram como o Senhor tinha mandado a Moisés [Vulg.: 'como Moisés tinha mandado']... e despojaram os egípcios.» Logo, o furto nem sempre é pecado. Objeção 2: Ademais, se alguém acha uma coisa que não é sua e a toma, parece cometer furto, pois toma a propriedade alheia. Todavia, isto parece lícito segundo a equidade natural, como sustentam os juristas [*V. loc. cit. na Resposta]. Logo, parece que o furto nem sempre é pecado. Objeção 3: Ademais, aquele que toma o que é seu não parece pecar, porque não age contra a justiça, poi…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os pecados carnais não são de menor culpa que os pecados espirituais. Porque o adultério é um pecado mais grave que o furto; pois está escrito (Prov. 6,30.32): «Não é tão grande a culpa quando alguém furta… mas o adúltero, pela loucura do seu coração, destruirá a sua própria alma.» Ora, o furto pertence à cobiça, que é pecado espiritual; ao passo que o adultério pertence à luxúria, que é pecado carnal. Logo, os pecados carnais são de maior culpa que os espirituais. Objeção 2: Ademais, Agostinho diz em seu comentário sobre o Levítico que «o diabo se alegra principalmente na luxúria e na idolatria.» Mas ele se alegra mais no pecado maior. Logo, visto que a luxúria é pecado carnal, parece que os pecados carnais são de máxima culpa. Objeção 3: Ademais, o Filósofo prova…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a avareza é o maior dos pecados. Pois está escrito (Eclo 10,9): «Nada há mais ímpio do que o avarento», e o texto continua: «Não há coisa mais ímpia que amar o dinheiro; porque tal homem até vende a sua própria alma». Também Tulio diz (De Offic. i, sob o título: ‘A verdadeira magnanimidade funda-se principalmente em duas coisas’): «Nada é tão mesquinho ou de ânimo tão pequeno como amar o dinheiro». Ora, isto pertence à avareza. Logo, a avareza é o mais grave dos pecados. **Objeção 2:** Ademais, quanto mais um pecado se opõe à caridade, tanto mais grave é. Ora, a avareza opõe-se maximamente à caridade: pois Agostinho diz (QQ[83], q. 36) que «a cobiça é a ruína da caridade». Logo, a avareza é o maior dos pecados. **Objeção 3:** Ademais, a gravidade de um pecado é…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os pecados carnais não são de culpa menor que os pecados espirituais. Porque o adultério é pecado mais grave que o furto; pois está escrito (Prov. 6,30.32): "A falta não é tão grande quando alguém furta… mas o que é adúltero, por loucura do seu coração, perderá a sua alma." Ora, o furto pertence à avareza, que é um pecado espiritual; ao passo que o adultério pertence à luxúria, que é um pecado carnal. Logo, os pecados carnais são de maior culpa que os espirituais. **Objeção 2:** Demais, Agostinho diz no seu comentário sobre o Levítico [A citação é de De Civ. Dei II,4 e IV,31] que "o diabo se alegra principalmente com a luxúria e a idolatria". Mas ele se alegra mais com o pecado maior. Logo, visto que a luxúria é um pecado carnal, parece que os pecados carnais são…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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