Referência

Sl 12, 2

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Autores distintos

1

Matos Soares

2Até quando, Senhor, me esquecerás totalmente? Até quando esconderás de mim a tua face?

Matos Soares · domínio público

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Comentário direto

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

A «maldade é doce na boca» do hipócrita, porque o mal lhe sabe doce no pensamento. Pois a «boca» do coração é o pensamento, acerca do qual está escrito: Lábios enganadores falaram o mal num coração duplo [Sl 12,2]. Ora, o mal que é assim doce na boca do hipócrita é escondido debaixo da língua, porque a aspereza de uma disposição maligna, que jaz oculta na mente, é dissimulada sob o manto de uma fala branda. Pois o mal estaria na língua e não debaixo dela, se o hipócrita, ao falar, descobrisse a nocividade do seu coração perverso. Mas, como sucede com a maioria dos justos, quando veem alguém agir mal, que merece ser visitado com severas repreensões, põem aspereza na língua, mas debaixo da língua cobrem a bondade dos seus sentimentos; (donde também se diz à Santa Igreja pela voz do Esposo: M…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 13 · c. 540–604

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São Gregório Magno

Onde também se acrescenta convenientemente: Esperavam-me como à chuva, e abriam a sua boca como para a chuva serôdia. Porque as palavras da santa pregação sofremos como chuva, quando pela verdadeira humildade aprendemos a sequidão dos nossos corações, para sermos regados pelo trago da santa pregação. Donde também é dito com razão a Deus pelo Salmista: A minha alma é como terra sem água para Ti. [Sl 143,6] O Profeta nos manda sermos banhados por estas correntes de ensino, dizendo: Oh, todos os que tendes sede, vinde às águas. [Is 55,1] Os quais, enquanto na última parte do mundo recebemos agora as palavras da santa pregação, como que ‘abrimos a boca do coração para a chuva serôdia’. Porque, se não houvesse no coração ‘uma boca’, o Salmista não diria: Lábios dolosos no coração, e com o coraç…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 5 · c. 540–604

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São Gregório Magno

Porque após a luta da conversão, após a dor da provação, resta ainda uma dura tentação; porque não pode chegar às alegrias da perfeita liberdade sem que primeiro seja paga a dívida da natureza humana. Mas todo convertido, sendo cuidadoso e ansioso por si mesmo, não cessa de considerar secretamente consigo com que rigor vem o Juiz eterno, e diariamente espera o seu próprio fim, e ante a aproximação de tão severa justiça, considera que conta terá de dar da sua conduta. Pois, embora tenha evitado todas as más obras que sabia serem tais, contudo, tendo de comparecer perante um Juiz severo, teme ainda mais aquelas faltas de que não tem consciência em si mesmo. Porque quem pode entender quantos males cometemos a cada instante pelos movimentos irregulares dos nossos pensamentos? Pois é bastante f…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 32 · c. 540–604

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