Referência

Sl 18, 9

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Matos Soares

9Os preceitos do Senhor são rectos, deleitam o coração; o preceito do Senhor é límpido, esclarece os olhos;

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que, nesta vida, é possível cumprir este preceito do amor de Deus. Pois, segundo Jerónimo [*Pelágio, Exposição da Fé Católica], “maldito seja aquele que diz que Deus mandou alguma coisa impossível”. Ora, Deus deu este mandamento, como é claro em Dt 6,5. Logo, é possível cumprir este preceito nesta vida. **Objeção 2:** Além disso, quem não cumpre um preceito peca mortalmente, porque, segundo Ambrósio (Do Paraíso, VIII), o pecado não é senão “uma transgressão da Lei Divina e desobediência aos mandamentos celestiais”. Se, portanto, este preceito não pode ser cumprido pelos peregrinos, segue-se que, nesta vida, ninguém pode estar sem pecado mortal; e isto vai contra o dito do Apóstolo (1 Cor 1,8): “o qual também vos confirmará até ao fim, para que sejais irrepreensíveis”…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que não houve causa para os preceitos cerimoniais. Porque sobre Efésios 2,15: "Abolindo a lei dos mandamentos", a glosa diz: (i.e.) "fazendo vã a Antiga Lei quanto às observâncias carnais, substituindo decretos, i.e., preceitos evangélicos, que são baseados na razão." Ora, se as observâncias da Antiga Lei fossem baseadas na razão, seria inútil aboli-las pelos decretos razoáveis da Nova Lei. Logo, não houve razão para as observâncias cerimoniais da Antiga Lei. **Objeção 2:** Ademais, a Antiga Lei sucedeu à lei da natureza. Ora, na lei da natureza houve um preceito para o qual não havia outra razão senão provar a obediência do homem, como diz Agostinho (Gen. ad lit. VIII, 6,13) acerca da proibição da árvore da vida. Logo, na Antiga Lei deveria haver alguns preceitos pa…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

No rosto costuma mostrar-se o conhecimento. Assim «o rosto do Seu Trono é retido», porque por nós nesta vida a glória do Seu reino não é percebida tão grande como é tida interiormente; «sobre o qual a nuvem» é com razão dita «ser estendida»; porque aquela glória do reino celestial não é vista tal como é. Porque o corpo corruptível oprime a alma; e a tabernáculo terreno pesa sobre a mente que medita muitas coisas. [Sab. 9, 15] E assim, para a vermos, somos salpicados com uma névoa, pois somos escurecidos pela própria nublosidade da nossa ignorância. Donde é dito com razão pelo Salmista: E trevas debaixo dos Seus pés; e cavalgou sobre os Querubins, e voou; voou sobre as asas do vento: fez das trevas o Seu esconderijo. [Sl. 18, 9–11] Pois há «trevas debaixo dos Seus pés», porque por aqueles q…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 39 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não houve causa para os preceitos cerimoniais. Porque, sobre Efésios 2,15: “Anulando a lei dos mandamentos”, diz a glosa: “anulando a Lei Antiga quanto às observâncias carnais, substituindo decretos, isto é, preceitos evangélicos, que se fundam na razão”. Ora, se as observâncias da Lei Antiga se fundassem na razão, seria inútil anulá-las pelos decretos razoáveis da Lei Nova; logo, não houve razão para as observâncias cerimoniais da Lei Antiga. Objeção 2: Além disso, a Lei Antiga sucedeu à lei da natureza. Ora, na lei da natureza houve um preceito do qual não houve razão senão que a obediência do homem fosse provada, como diz Agostinho (Gen. ad lit. VIII, 6,13), acerca da proibição sobre a árvore da vida. Logo, na Lei Antiga deveriam existir alguns preceitos com o fim…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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