Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a oração é um ato da potência apetitiva. Pertence à oração ser ouvida. Ora, é o desejo que é ouvido por Deus, segundo o Salmo 9:38: "O Senhor ouviu o desejo dos pobres." Logo, a oração é desejo. Mas o desejo é um ato da potência apetitiva; portanto, a oração também o é. Objeção 2: Ademais, Dionísio diz (Nomes Divinos, iii): "É útil iniciar tudo com a oração, porque assim nos entregamos a Deus e nos unimos a Ele." Ora, a união com Deus é efetuada pelo amor, que pertence à potência apetitiva. Logo, a oração pertence à potência apetitiva. Objeção 3: Além disso, o Filósofo afirma (Da Alma, iii, 6) que há duas operações da parte intelectiva. A primeira é "o entendimento dos indivisíveis", pela qual apreendemos o que uma coisa é; a segunda é a "síntese" e a "análise", pel…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274
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