Referência

Sl 32, 1

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Autores distintos

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Matos Soares

1Exultai, ó justos, no Senhor: e aos rectos (do coração) que fica bem o louvá-lo.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a vontade humana não precisa sempre estar conforme à vontade divina quanto à coisa querida. Porque não podemos querer o que não conhecemos, visto que o bem apreendido é o objeto da vontade. Ora, em muitas coisas ignoramos o que Deus quer. Logo, a vontade humana não pode estar conforme à vontade divina quanto à coisa querida. **Objeção 2:** Ademais, Deus quer a danação do homem que prevê estar para morrer em pecado mortal. Se, pois, o homem fosse obrigado a conformar a sua vontade à vontade divina no ponto da coisa querida, seguir-se-ia que o homem é obrigado a querer a sua própria danação. O que é inadmissível. **Objeção 3:** Além disso, ninguém é obrigado a querer o que é contra a piedade filial. Ora, se o homem quisesse o que Deus quer, isto seria às vezes con…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 10 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

27. Deus requer as coisas que perscruta ao executar o juízo sobre elas. Não requer aquelas que de tal modo perdoa que as deixa impunes daí em diante no seu próprio Juízo. E assim «este dia», isto é, esta fruição do pecado, não será requerida pelo Senhor, se for visitada com auto-castigo de nossa própria vontade, como Paulo testifica, quando diz: *Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados pelo Senhor* (1Cor 11, 31). «O requerer de Deus o nosso dia», então, é o seu proceder contra as nossas almas no Juízo por um exame rigoroso de cada instância de deleite no pecado; neste mesmo «requerer» fere então mais duramente aquele a quem achar ter sido mais mole em poupar-se a si mesmo. E segue-se bem: *Nem resplandeça sobre ele a luz*. Pois o Senhor, aparecendo no Juízo, ilum…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 27 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não se deve pedir nada definido a Deus na oração. Segundo Damasceno (De Fide Orth. iii, 24), «orar é pedir a Deus coisas convenientes»; por isso é inútil orar pelo que é inconveniente, conforme Tiago 4:3: «Vós pedis e não recebeis, porque pedis mal.» Ora, segundo Rom. 8:26, «não sabemos o que havemos de pedir, como convém.» Logo, não se deve pedir nada definido na oração. Objeção 2: Além disso, aqueles que pedem a outra pessoa algo definido esforçam-se por inclinar sua vontade a fazer o que eles mesmos desejam. Mas não devemos procurar fazer Deus querer o que nós queremos; ao contrário, devemos esforçar-nos por querer o que Ele quer, segundo a glosa do Salmo 32:1: «Alegrai-vos no Senhor, ó justos.» Logo, não se deve pedir a Deus nada definido na oração. Objeção 3: A…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Respondo que, como é evidente pelo que foi dito acima (AA[3],5), a vontade tende ao seu objecto, na medida em que é proposto pela razão. Ora, uma coisa pode ser considerada de várias maneiras pela razão, de modo a parecer boa de um ponto de vista e não boa de outro ponto de vista. E portanto, se a vontade de um homem quer que uma coisa seja, segundo lhe parece que é boa, a sua vontade é boa; e a vontade de outro homem, que quer que essa coisa não seja, segundo lhe parece que é má, também é boa. Assim, um juiz tem boa vontade, ao querer que um ladrão seja morto, porque isto é justo; enquanto a vontade de outro — por exemplo, a mulher ou o filho do ladrão, que desejam que ele não seja morto, na medida em que matar é um mal natural, também é boa. Ora, como a vontade segue a apreensão da razã…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 10 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Artigo 1 — Se a noção de estado denota uma condição de liberdade ou servidão.** **Objeção 1:** Parece que a noção de estado não denota uma condição de liberdade ou servidão. Com efeito, «estado» toma o seu nome de «estar de pé». Ora, diz-se que uma pessoa está de pé por causa da sua posição erecta; e Gregório diz (*Moral.* vii, 17): «Cair por proferir palavras nocivas é perder inteiramente o estado de justiça». Mas o homem adquire a rectidão espiritual submetendo a sua vontade a Deus; por isso uma glosa ao salmo 32,1 — «O louvor convém aos retos» — diz: «Os retos são aqueles que dirigem o seu coração segundo a vontade de Deus». Portanto, parece que a obediência aos mandamentos divinos basta sozinha para a noção de estado. **Objeção 2:** Ademais, a palavra «estado» parece denotar imobil…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

'Os aguaceiros dos montes' são as palavras dos doutos. Dos quais mesmos 'montes' é entregue pela voz da Santa Igreja: 'Levantei os meus olhos para os montes'; e assim aquelas pessoas, 'os aguaceiros dos montes as molham', porque as correntes dos santos padres as enchem plenamente. Mas, como já dissemos antes, 'a veste' tomamos pela cobertura da boa prática, com a qual um homem é coberto, para que aos olhos de Deus Todo-Poderoso a imundície da sua depravação seja vestida. Donde está escrito: 'Bem-aventurados aqueles cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é coberto.' [Sl 32,1] A quem entendemos pelo título de 'pedras' senão aos fortes dentro dos limites da Santa Igreja, a quem é declarado pelo primeiro pastor: 'Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual.' [1Pd 2,5] E a…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 64 · c. 540–604

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São Gregório Magno

72. Labão, sem dúvida, representava este exator, quando, vindo com ira, exigia os seus ídolos que estavam com Jacó [Gn 31, 30]. Pois Labão é interpretado *embranquecimento*. Mas o diabo é apropriadamente entendido por embranquecimento, o qual, embora escuro pelos seus méritos, se transforma em anjo de luz [2 Cor 11, 14]. A este serviu Jacó, isto é, o povo judeu, da parte dos réprobos, de cuja carne veio o Senhor Encarnado. Mas por Labão pode também ser representado este mundo, que segue Jacó com furor, porque se esforça por oprimir pela perseguição todos os Eleitos, que são membros do nosso Redentor. Jacó roubou a filha desta pessoa, isto é, ou do mundo ou do diabo, quando Cristo uniu a Si a Igreja do mundo gentio. A qual Ele tira também da casa de seu pai, porque Lhe diz pelo Profeta: *Es…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 72 · c. 540–604

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