Referência

Sl 36, 4

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Matos Soares

4Põe as tuas delícias no Senhor, e te concederá o que o teu coração deseja.

Matos Soares · domínio público

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1:** Parece que o deleite não está no apetite intelectual. Porque o Filósofo diz (Ret. i, 11) que "o deleite é um movimento sensível". Ora, o movimento sensível não está numa potência intelectual. Logo, o deleite não está no apetite intelectual. **Objecção 2:** Ademais, o deleite é uma paixão. Mas toda paixão está no apetite sensitivo. Logo, o deleite está apenas no apetite sensitivo. **Objecção 3:** Ademais, o deleite é comum a nós e aos animais irracionais. Logo, não está senão naquela potência que temos em comum com os animais irracionais. **Em contrário,** está escrito (Sl 36,4): "Deleita-te no Senhor." Ora, o apetite sensitivo não pode alcançar a Deus; só o apetite intelectual o pode. Logo, o deleite pode estar no apetite intelectual. **Respondo** que, como se disse aci…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que todo prazer é mau. Pois aquilo que destrói a prudência e impede o uso da razão parece ser mau em si mesmo, visto que o bem do homem consiste em estar "em conformidade com a razão", como diz Dionísio (Div. Nom. iv). Ora, o prazer destrói a prudência e impede o uso da razão; e tanto mais quanto maior é o prazer: donde "nos prazeres venéreos", que são os maiores de todos, "é impossível entender coisa alguma", como se afirma na Ética vii, 11. Além disso, Jerônimo diz no seu comentário sobre Mateus [*Orígenes, Hom. vi in Num.] que "no tempo do ato conjugal, a presença do Espírito Santo não é concedida, ainda que seja um profeta a cumprir o dever conjugal." Logo, o prazer é mau em si mesmo; e, por conseguinte, todo prazer é mau. Objeção 2: Ademais, aquilo que o homem virtu…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o deleite não está no apetite intelectual. Porque o Filósofo diz (Retórica, I, 11) que "o deleite é um movimento sensível". Ora, o movimento sensível não está numa potência intelectual. Logo, o deleite não está no apetite intelectual. Objeção 2: Ademais, o deleite é uma paixão. Ora, toda paixão está no apetite sensitivo. Logo, o deleite está apenas no apetite sensitivo. Objeção 3: Ademais, o deleite é comum a nós e aos animais irracionais. Portanto, não está senão naquela potência que temos em comum com os animais irracionais. Em sentido contrário, está escrito (Sl 36,4): "Deleita-te no Senhor." Ora, o apetite sensitivo não pode alcançar a Deus; só o apetite intelectual o pode. Logo, o deleite pode estar no apetite intelectual. Respondo que, como se disse acima (A…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que todo prazer é mal. Pois aquilo que destrói a prudência e impede o uso da razão parece ser mau em si mesmo; uma vez que o bem do homem consiste em "estar de acordo com a razão", como diz Dionísio (Div. Nom. iv). Ora, o prazer destrói a prudência e impede o uso da razão; e tanto mais quanto maior é o prazer; donde, "nos prazeres sexuais", que são os maiores de todos, "é impossível entender coisa alguma", como se afirma na Ética vii, 11. Além disso, Jerônimo diz no seu comentário sobre Mateus [*Orígenes, Hom. vi in Num.] que "no tempo do ato conjugal, a presença do Espírito Santo não é concedida, ainda que seja um profeta quem cumpre o dever conjugal". Logo, o prazer é mau em si mesmo; e, consequentemente, todo prazer é mau. **Objeção 2:** Ademais, aquilo que o home…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a vida ativa é mais excelente do que a contemplativa. Pois "aquilo que pertence a melhores homens parece ser mais digno e melhor", como diz o Filósofo (Top. iii, 1). Ora, a vida ativa pertence a pessoas de mais alta dignidade, a saber, os prelados, que são colocados em posição de honra e poder; donde Agostinho dizer (De Civ. Dei xix, 19) que "em nossas ações não devemos amar a honra ou o poder nesta vida". Logo, parece que a vida ativa é mais excelente do que a contemplativa. **Objeção 2:** Ademais, em todos os hábitos e atos, a direção pertence ao mais importante; assim, a arte militar, por ser mais importante, dirige a arte do fabricante de freios (*Ethic. i, 1*). Ora, à vida ativa pertence dirigir e comandar a contemplativa, como se vê nas palavras dirigidas a…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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