Referência

Sl 39, 9

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Autores distintos

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Matos Soares

9em fazer a tua vontade, ó meu Deus, me deleito, e a tua lei está no íntimo do meu coração.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1**: Pareceria que em Cristo não há duas vontades, uma divina e outra humana. Pois a vontade é o primeiro motor e o primeiro comandante em todo aquele que quer. Mas em Cristo o primeiro motor e comandante era a vontade divina, visto que em Cristo tudo o que era humano era movido pela vontade divina. Logo, parece que em Cristo havia uma só vontade, a saber, a divina. **Objeção 2**: Além disso, um instrumento não é movido por sua própria vontade, mas pela vontade de seu motor. Ora, a natureza humana de Cristo era o instrumento de sua Divindade. Logo, a natureza humana de Cristo não era movida por sua própria vontade, mas pela vontade divina. **Objeção 3**: Ademais, só se multiplica em Cristo o que pertence à natureza. Mas a vontade não parece pertencer à natureza: pois as coisas…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Artigo 5 — Se a vontade humana de Cristo era inteiramente conforme à divina no objeto querido.** **Objeção 1:** Parece que a vontade humana em Cristo não queria nada senão o que Deus queria. Pois está escrito (Sl 39,9) na pessoa de Cristo: «Que eu faça a tua vontade: ó meu Deus, eu a desejei.» Ora, quem deseja fazer a vontade de outrem quer o que o outro quer. Logo, parece que a vontade humana de Cristo não queria nada senão o que era querido pela sua vontade divina. **Objeção 2:** Além disso, a alma de Cristo tinha caridade perfeitíssima, a qual, na verdade, excede a compreensão de todo o nosso conhecimento, segundo Efésios 3,19: «a caridade de Cristo, que excede todo o conhecimento.» Ora, a caridade faz com que os homens queiram o que Deus quer; donde o Filósofo diz (Ética ix, 4) que…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os atributos essenciais são inadequadamente apropriados às pessoas pelos santos doutores. Porque Hilário diz (De Trin. ii): «A eternidade está no Pai, a espécie na Imagem, e o uso no Dom.» Com estas palavras ele designa três nomes próprios das pessoas: o nome de «Pai», o nome «Imagem» próprio do Filho (q. 35, a. 2), e o nome «Bondade» ou «Dom», que é próprio do Espírito Santo (q. 38, a. 2). Designa também três termos apropriados. Porque apropria a «eternidade» ao Pai, a «espécie» ao Filho, e o «uso» ao Espírito Santo. Isto parece fazê-lo sem razão. Pois a «eternidade» importa duração da existência; a «espécie», o princípio da existência; e o «uso» pertence à operação. Ora, a essência e a operação não se encontram apropriadas a nenhuma pessoa. Logo, os termos acima…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Cristo não morreu por obediência. Porque a obediência se refere a um mandamento. Ora, não lemos que Cristo tenha sido mandado padecer. Logo, não padeceu por obediência. Objeção 2: Além disso, diz-se que um homem faz por obediência aquilo que faz por necessidade de preceito. Mas Cristo não padeceu necessariamente, senão voluntariamente. Logo, não padeceu por obediência. Objeção 3: Além disso, a caridade é virtude mais excelente que a obediência. Ora, lemos que Cristo padeceu por caridade, conforme Efésios 5,2: «Andai em caridade, como também Cristo nos amou, e se entregou a si mesmo por nós.» Logo, a Paixão de Cristo deve ser atribuída antes à caridade do que à obediência. Ao contrário, está escrito (Filipenses 2,8): «Fez-se obediente» ao Pai «até a morte.» Respond…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

33. Alguém poderá porventura observar: Quem não sabe isso, mesmo sem que lho digam? Mas não é de admirar que esta observação seja considerada de pouco valor, se não for considerada na própria raiz do seu significado. Falava com alguém que fora açoitado, que tanto sentira os golpes da pancada como ignorava a razão deles. E portanto observou: *Responder-te-ei que Deus é maior do que o homem;* para que o homem, quando açoitado, considerando que Deus é maior do que ele, se submeta ao juízo d'Aquele a quem não duvida ser inferior, e creia que aquilo que sofre do seu superior é justo, mesmo que não conheça os fundamentos da sua justiça. Pois quem quer que seja açoitado pelos seus pecados, a menos que murmure e lute contra isso, começa imediatamente a ser um homem justo, por não impugnar a justiç…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 33 · c. 540–604

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