Referência

Sl 4, 3

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Autores distintos

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Matos Soares

3Até quando, ó poderosos, sereis duros de coração? por que amais a vaidade e buscais a mentira?

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a falsidade não existe nas coisas. Porquanto diz Agostinho (Solilóquios, ii, 8): «Se o verdadeiro é o que é, concluir-se-á que o falso em parte nenhuma existe; qualquer que seja a razão que pareça em contrário.» **Objeção 2:** Demais. Falso deriva de *fallere* [enganar]. Ora, as coisas não enganam; pois, como diz Agostinho (Da Verdadeira Religião, 33), nada mostram senão a sua própria espécie. Logo, o falso não se encontra nas coisas. **Objeção 3:** Demais. O verdadeiro diz-se existir nas coisas pela conformidade com o divino intelecto, como acima se estabeleceu (Q. 16). Ora, tudo, enquanto existe, imita a Deus. Logo, tudo é verdadeiro sem mistura de falsidade; e, assim, nada é falso. **Em contrário,** diz Agostinho (Da Verdadeira Religião, 34): «Todo corpo é u…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o desejo de glória não é pecado. Porque ninguém peca em assemelhar-se a Deus; antes, nos é mandado (Efés. 5:1): «Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados.» Ora, buscando a glória, o homem parece imitar a Deus, que busca glória dos homens; donde está escrito (Isa. 43:6-7): «Trazei meus filhos de longe, e minhas filhas das extremidades da terra. E todo aquele que invoca o meu nome, eu o criei para minha glória.» Logo, o desejo de glória não é pecado. Objeção 2: Além disso, aquilo que incita o homem a fazer o bem aparentemente não é pecado. Ora, o desejo de glória incita os homens a fazer o bem. Pois Túlio diz (Questões Tusculanas, i) que «a glória inflama todo homem a esforçar-se ao máximo»; e na Sagrada Escritura a glória é prometida para as boas obras…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

11. Quem pode ignorar quanto a garça e o gavião excedem todas as outras aves na rapidez do seu voo? Mas o avestruz tem a semelhança da sua asa, mas não a celeridade do seu voo. Pois na verdade não pode erguer-se do chão, e levanta as asas, na aparência como para voar, mas todavia nunca se eleva da terra voando. Assim, sem dúvida, são todos os hipócritas, que, enquanto simulam a conduta dos bons, possuem uma semelhança de santa aparência, mas não têm realidade de santa conduta. Têm, na verdade, asas para voar, na aparência, mas na sua ação rastejam pelo chão, porque estendem as asas, pela semelhança de santidade, mas, oprimidos pelo peso dos cuidados seculares, não se elevam de modo algum da terra. Pois o Senhor, reprovando a aparência dos fariseus, reprova, por assim dizer, a asa do avestr…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 11 · c. 540–604

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