Objeção 1: Parece que a bondade da vontade humana não depende da lei eterna. Porque uma só coisa tem uma só regra e uma só medida. Ora, a regra da vontade humana, da qual depende sua bondade, é a reta razão. Logo, a bondade da vontade não depende da lei eterna.
Objeção 2: Ademais, “a medida é homogênea com a coisa medida” (Metaf. X, 1). Ora, a lei eterna não é homogênea com a vontade humana. Portanto, a lei eterna não pode ser a medida da qual depende a bondade da vontade humana.
Objeção 3: Ademais, a medida deve ser certíssima. Ora, a lei eterna nos é desconhecida. Logo, não pode ser a medida da qual depende a bondade de nossa vontade.
Em sentido contrário, diz Agostinho (Contra Fausto, XXII, 27) que “o pecado é um fato, palavra ou desejo contra a lei eterna”. Ora, a maldade da vontade…