Referência

Sl 54, 13

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Autores distintos

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Matos Soares

13Se me tivesse ultrajado um inimigo, eu o teria suportado por certo, se se tivesse levantado contra mim aquele que me tem ódio, eu me teria escondido dele.

Matos Soares · domínio público

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o defeito de uma pessoa não é motivo para nos irarmos mais facilmente contra ela. Pois o Filósofo diz (Rhet. ii, 3) que «não nos iraremos com os que confessam, se arrependem e se humilham; ao contrário, somos mansos para com eles. Por isso os cães não mordem os que se sentam.» Ora, estas coisas cheiram a pequenez e defeito. Logo, a pequenez de uma pessoa é motivo para nos irarmos menos contra ela. Objeção 2: Além disso, não há maior defeito que a morte. Ora, a ira cessa à vista da morte. Logo, o defeito de uma pessoa não provoca ira contra ela. Objeção 3: Além disso, ninguém despreza um homem por este lhe ser amigo. Ora, irámo-nos mais com os amigos, se nos ofendem ou recusam ajudar-nos; por isso está escrito (Sl 54,13): «Se o meu inimigo me houvera maldito, tivera-…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Pareceria que o defeito de uma pessoa não é razão para nos irarmos mais facilmente contra ela. Pois o Filósofo diz (Ret. ii, 3) que "não nos iramos com aqueles que confessam e se arrependem e se humilham; pelo contrário, somos brandos com eles. Por onde os cães não mordem os que se sentam." Mas estas coisas sabem a pequenez e defeito. Logo a pequenez de uma pessoa é razão para nos irarmos menos contra ela. Objeção 2: Além disso, não há maior defeito que a morte. Mas a ira cessa à vista da morte. Logo o defeito de uma pessoa não provoca ira contra ela. Objeção 3: Além disso, ninguém despreza um homem por ser amigo dele. Mas irano-nos mais com os amigos, se nos ofendem ou nos recusam ajuda; por isso está escrito (Sl. 54:13): "Se meu inimigo me houvera maldito, por certo o teria…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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