Referência

Sl 58, 10

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Matos Soares

10Força minha, para ti me volto, porque tu, ó Deus, és a minha cidadela

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que em Cristo não houve ira. Porque está escrito (Tg 1,20): «A ira do homem não obra a justiça de Deus». Ora, tudo o que em Cristo havia pertencia à justiça de Deus, pois d’Ele está escrito (1Cor 1,30): «O qual nos foi feito por Deus justiça». Logo, parece que em Cristo não houve ira. Objeção 2: Ademais, a ira opõe-se à mansidão, como é claro na Ética IV, 5. Ora, Cristo foi mansíssimo. Logo, não houve ira n’Ele. Objeção 3: Ademais, Gregório diz (Moral. V, 45) que «a ira que nasce do mal cega o olho da mente, mas a ira que nasce do zelo o perturba». Ora, o olho da mente em Cristo não estava nem cego nem perturbado. Logo, em Cristo não houve nem ira pecaminosa nem ira zelosa. Em contrário, está escrito (Jo 2,17) que as palavras do Sl 58,10: «O zelo da tua casa me devorou…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 9 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

37. Porque «ligar as mãos» é estabelecer as práticas da sua vida na retidão. Donde também Paulo diz: «Pelo que levantai as mãos soltas e os joelhos deslaçados» [Hb 12,12]. Enquanto, pois, contemplam a destruição de outrem, são levados a voltar à consciência, a lembrar-se da sua própria, e pela mesma causa por que um homem é levado a tormentos, outro é liberto de tormentos. E assim «liga as suas mãos sobre ele», porque observa no castigo de outrem o que deve temer; e enquanto vê alguém que vive em transgressão assim ferido, liga as suas próprias práticas demasiado frouxas com os nervos da justiça. E assim se realiza que aquele que, sendo mau homem, enquanto vivo, havia arrastado muitos à transgressão pela deleitabilidade do pecado, ao morrer recupera alguns da transgressão pela terribilidad…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 37 · c. 540–604

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São Gregório Magno

23. Mas nisto é necessário saber que muito frequentemente acontece que, sem que a caridade se perca, tanto a destruição de um inimigo nos alegra, como outra vez a sua glória, sem nenhum pecado de inveja, nos entristece, quando, caindo ele em ruína, cremos que há pessoas justamente estabelecidas, e, sendo ele exaltado, tememos que muitos sejam injustamente oprimidos. Neste caso, nem a sua diminuição então eleva o nosso ânimo, nem o seu engrandecimento o entrega ao sofrimento, se o pensamento reto do nosso coração não atenta para o que se faz no indivíduo, mas para o que é feito pelo indivíduo para com os outros. Mas para preservar estas coisas, é absolutamente necessário um exame do mais exato discernimento, para que, ao executarmos o nosso próprio ódio, não sejamos enganados sob a aparênci…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 23 · c. 540–604

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