Referência

Sl 68, 5

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Trechos nesta página

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Autores distintos

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Matos Soares

5São mais que os cabelos da minha cabeça, aqueles que me aborrecem sem razão, são mais fortes que os meus ossos, os que me perseguem injustamente: porventura hei-de restituir o que não roubei?

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Jerônimo

Ele também recusou tomar o pecado pelo qual sofreu, donde está dito a seu respeito: Eu então paguei as coisas que nunca tomei. [Sl 68,5] Segue-se: «E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes sobre elas, para ver o que cada um levaria.» Neste lugar a salvação é figurada pelo lenho; o primeiro lenho foi o da árvore da ciência do bem e do mal; o segundo lenho é um de bem puro para nós, e é o lenho da vida. A primeira mão estendida ao lenho tomou a morte; a segunda reencontrou a vida que se havia perdido. Por este lenho somos levados através de um mar tempestuoso à terra dos vivos, porque pela sua cruz Cristo removeu o nosso tormento, e pela sua morte matou a nossa morte. Com a forma de uma serpente mata a serpente, porque a serpente feita da vara devorou as outras se…

São Jerônimo · c. 347–420

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo não devia ter sofrido na cruz. Porque a verdade deve conformar-se à figura. Ora, em todos os sacrifícios do Antigo Testamento que prefiguravam a Cristo, as bestas eram mortas à espada e depois consumidas pelo fogo. Logo, parece que Cristo não devia sofrer na cruz, mas antes pela espada ou pelo fogo. **Objeção 2:** Além disso, Damasceno diz (De Fide Orth. iii) que Cristo não devia assumir "aflições desonrosas". Ora, a morte na cruz era mui desonrosa e ignominiosa; por isso está escrito (Sab. 2,20): "Condenemo-lo a uma morte mui vergonhosa." Portanto, parece que Cristo não devia sofrer a morte da cruz. **Objeção 3:** Demais, foi dito de Cristo (Mat. 21,9): "Bendito o que vem em nome do Senhor." Ora, a morte na cruz era morte de maldição, como lemos em Deut.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Cristo não morreu por obediência. Porque a obediência se refere a um mandamento. Ora, não lemos que Cristo tenha sido mandado padecer. Logo, não padeceu por obediência. Objeção 2: Além disso, diz-se que um homem faz por obediência aquilo que faz por necessidade de preceito. Mas Cristo não padeceu necessariamente, senão voluntariamente. Logo, não padeceu por obediência. Objeção 3: Além disso, a caridade é virtude mais excelente que a obediência. Ora, lemos que Cristo padeceu por caridade, conforme Efésios 5,2: «Andai em caridade, como também Cristo nos amou, e se entregou a si mesmo por nós.» Logo, a Paixão de Cristo deve ser atribuída antes à caridade do que à obediência. Ao contrário, está escrito (Filipenses 2,8): «Fez-se obediente» ao Pai «até a morte.» Respond…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a Paixão de Cristo não realizou a nossa salvação por modo de expiação. Pois fazer a expiação incumbe àquele que comete o pecado, como é claro nas outras partes da penitência; porque aquele que fez o mal deve entristecer-se e confessá-lo. Mas Cristo nunca pecou, segundo 1 Pd. 2,22: «Que não cometeu pecado». Logo, não fez expiação pelo seu próprio sofrimento. Objeção 2: Ademais, ninguém faz expiação a outro cometendo uma ofensa mais grave. Ora, na Paixão de Cristo foi perpetrada a mais grave de todas as ofensas, porque os que o mataram pecaram gravíssimamente, como se disse acima (q. 47, a. 6). Logo, parece que não podia ser feita expiação a Deus pela Paixão de Cristo. Objeção 3: Ademais, a expiação implica igualdade com a ofensa, pois é um ato de justiça. Mas a Paixã…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a soberba do primeiro homem não consistiu em cobiçar a semelhança divina. Porque ninguém peca cobiçando aquilo que lhe é próprio segundo a sua natureza. Ora, a semelhança de Deus é própria ao homem segundo a sua natureza, pois está escrito (Gn 1,26): «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.» Logo, não pecou cobiçando a semelhança de Deus. **Objeção 2:** Demais, parece que o homem cobiçou a semelhança de Deus para obter o conhecimento do bem e do mal, pois foi esta a sugestão da serpente: «Sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal.» Ora, o desejo do conhecimento é natural ao homem, segundo o dito do Filósofo no princípio da sua Metafísica (I, 1): «Todos os homens naturalmente desejam saber.» Logo, não pecou cobiçando a semelhança de Deus. **Objeção 3:** D…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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