Referência

Sl 83, 12

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Matos Soares

12Porque sol e escudo é o Senhor Deus: graça e glória dá o Senhor, não nega bens aos que andam na inocência.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o homem pode ser feito bem-aventurado pela ação de alguma criatura superior, a saber, um anjo. Pois, observando uma dupla ordem nas coisas — uma, das partes do universo entre si; a outra, de todo o universo para um bem que está fora do universo —, a primeira ordem é ordenada à segunda como ao seu fim (Metaf. xii, 10). Assim, a ordem mútua das partes de um exército depende da ordem de todo o exército para o general. Ora, a ordem mútua das partes do universo consiste em as criaturas superiores atuarem sobre as inferiores, como se afirma na Primeira Parte, Q. 109, A. 2; ao passo que a bem-aventurança consiste na ordem do homem para um bem que está fora do universo, i.e., Deus. Logo, o homem é feito bem-aventurado por meio de uma criatura superior, a saber, um anjo, q…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que na alma assumida pelo Verbo não houve graça habitual. Porque a graça é uma certa participação da Divindade pela criatura racional, conforme 2 Ped. 1,4: “Por Ele nos deu grandes e preciosas promessas, para que por elas vos torneis participantes da Natureza Divina.” Ora, Cristo é Deus não por participação, mas em verdade. Logo, não houve n’Ele graça habitual. **Objeção 2:** Ademais, a graça é necessária ao homem para que opere bem, conforme 1 Cor. 15,10: “Trabalhei mais abundantemente que todos eles; porém não eu, mas a graça de Deus comigo”; e para que alcance a vida eterna, conforme Rom. 6,23: “A graça de Deus (é) a vida eterna.” Ora, a herança da vida eterna era devida a Cristo pelo simples fato de ser Ele o Filho natural de Deus; e pelo fato de ser o Verbo, por…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os sacramentos não são a causa da graça. Pois parece que a mesma coisa não é sinal e causa ao mesmo tempo, já que a natureza de sinal parece ser mais compatível com um efeito. Ora, o sacramento é sinal da graça. Logo, não é sua causa. Objeção 2: Além disso, nada corpóreo pode agir sobre uma coisa espiritual, pois «o agente é mais excelente que o paciente», como diz Agostinho (Gen. ad lit. xii). Ora, o sujeito da graça é a mente humana, que é algo espiritual. Portanto, os sacramentos não podem causar a graça. Objeção 3: Ademais, o que é próprio de Deus não deve ser atribuído a uma criatura. Ora, é próprio de Deus causar a graça, segundo o Sl 83,12: «O Senhor dará graça e glória». Visto, portanto, que os sacramentos consistem em certas palavras e coisas criadas, parec…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o caráter sacramental não é o caráter de Cristo. Porquanto está escrito (Ef 4,30): «Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados.» Ora, o caráter consiste essencialmente em algo que sela. Logo, o caráter sacramental deve ser atribuído ao Espírito Santo antes que a Cristo. **Objeção 2:** Demais, o caráter tem a natureza de sinal. E é sinal da graça que é conferida pelo sacramento. Ora, a graça é derramada na alma por toda a Trindade; donde está escrito (Sl 83,12): «O Senhor dará graça e glória.» Logo, parece que o caráter sacramental não deve ser atribuído especialmente a Cristo. **Objeção 3:** Demais, o homem é marcado com um caráter para que seja distinguível dos outros. Ora, os santos são distinguíveis dos outros pela caridade, a qual, com…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objectio 1:** Parece que devemos orar somente a Deus. A oração é um ato de religião, como se disse acima (A. 3). Ora, somente a Deus se deve prestar culto de religião. Logo, a Deus somente devemos orar. **Objectio 2:** Ademais, é inútil orar a quem ignora a oração. Mas só a Deus pertence conhecer a nossa oração, tanto porque frequentemente a oração se profere por um ato interior, que só Deus conhece, mais do que por palavras, conforme o dito do Apóstolo (1 Cor 14,15): «Orarei com o espírito, orarei também com o entendimento»; como também porque, como diz Agostinho (Do cuidado pelos mortos, XIII), «os mortos, ainda que santos, não sabem o que fazem os vivos, nem mesmo os seus próprios filhos». Portanto, devemos orar somente a Deus. **Objectio 3:** Ademais, se oramos a algum dos santos,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Deus não é a única causa da graça. Pois está escrito (Jo. 1, 17): «A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo». Ora, pelo nome de Jesus Cristo entende-se não apenas a natureza divina que assume, mas a natureza criada assumida. Logo, uma criatura pode ser causa da graça. Objeção 2: Além disso, há esta diferença entre os sacramentos da Nova Lei e os da Antiga: que os sacramentos da Nova Lei causam a graça, ao passo que os da Antiga Lei apenas a significam. Ora, os sacramentos da Nova Lei são certos elementos visíveis. Portanto, Deus não é a única causa da graça. Objeção 3: Além disso, segundo Dionísio (Hier. Coel. iii, iv, vii, viii), «os Anjos purificam, iluminam e aperfeiçoam tanto os anjos menores como os homens». Ora, a criatura racional é purificada, iluminada e…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o homem pode ser tornado bem-aventurado pela ação de alguma criatura superior, a saber, um anjo. Pois, uma vez que observamos nos seres uma dupla ordem — uma, das partes do universo entre si; outra, do universo inteiro para um bem que está fora do universo; a primeira ordem está ordenada à segunda como ao seu fim (Metaf. xii, 10). Assim, a ordem mútua das partes de um exército depende da ordem das partes de um exército depende da ordem do exército inteiro para o general. Mas a ordem mútua das partes do universo consiste em que as criaturas superiores atuam sobre as inferiores, como se afirma na I, q. 109, a. 2; enquanto a beatitude consiste na ordem do homem para um bem que está fora do universo, isto é, Deus. Logo, o homem é tornado bem-aventurado pela ação de uma cr…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Deus não é a única causa da graça. Porque está escrito (Jo 1,17): «A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.» Ora, pelo nome de Jesus Cristo se entende não somente a natureza divina que assume, mas também a natureza criada assumida. Logo, uma criatura pode ser causa da graça. Objeção 2: Além disso, há esta diferença entre os sacramentos da Nova Lei e os da Antiga: que os sacramentos da Nova Lei causam a graça, enquanto os da Antiga Lei apenas a significam. Ora, os sacramentos da Nova Lei são certos elementos visíveis. Logo, Deus não é a única causa da graça. Objeção 3: Além disso, segundo Dionísio (Hier. Cel. III, IV, VII, VIII), «os Anjos purificam, iluminam e aperfeiçoam tanto os Anjos menores como os homens.» Ora, a criatura racional é purificada, iluminada e…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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