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Sl 87, 4

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Matos Soares

4porque a minha alma está saturada de males, e a minha vida aproxima-se do sepulcro.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a alma de Cristo não era passível. Porque nada sofre senão em razão de algo mais forte, uma vez que “o agente é maior que o paciente”, como é claro por Agostinho (Gn. ad lit. XII, 16) e pelo Filósofo (De Anima III, 5). Ora, nenhuma criatura era mais forte que a alma de Cristo. Logo, a alma de Cristo não podia padecer às mãos de nenhuma criatura; e, portanto, não era passível; pois a sua capacidade de padecer teria sido inútil se não pudesse padecer por parte de coisa alguma. **Objeção 2:** Ademais, Túlio (De Tusc. Quaes. III) diz que as paixões da alma são enfermidades [*Cf. Iª-IIª, q. 24, a. 2]. Mas a alma de Cristo não tinha enfermidade alguma; pois a enfermidade da alma provém do pecado, como é claro pelo Salmo 40,5: “Curai a minha alma, porque pequei contra V…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a dor não é uma paixão da alma. Porque nenhuma paixão da alma está no corpo. Ora, a dor pode estar no corpo, pois Agostinho diz (De Vera Relig. xii) que “a dor corporal é uma corrupção súbita do bem-estar daquela coisa que a alma, fazendo dela mau uso, sujeitou à corrupção”. Logo, a dor não é uma paixão da alma. Objeção 2: Demais, toda paixão da alma pertence à faculdade apetitiva. Ora, a dor não pertence à apetitiva, mas antes à parte apreensiva; porque Agostinho diz (De Nat. Boni xx) que “a dor corporal é causada pelo sentido que resiste a um corpo mais poderoso”. Logo, a dor não é uma paixão da alma. Objeção 3: Demais, toda paixão da alma pertence ao apetite animal. Ora, a dor não pertence ao apetite animal, mas antes ao apetite natural; pois Agostinho diz (Gen.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Cristo não padeceu em toda a sua alma. Porque a alma padece indiretamente quando o corpo padece, enquanto é o "ato do corpo". Mas a alma não é, quanto a todas as suas partes, o "ato do corpo"; porque o intelecto é ato de nenhum corpo, como se diz no *De Anima* iii. Logo, parece que Cristo não padeceu em toda a sua alma. Objeção 2: Ademais, toda potência da alma é passiva em relação ao seu objeto próprio. Ora, a parte superior da razão tem por objeto os tipos eternos, "à consideração e consulta dos quais ela se dirige", como diz Agostinho (*De Trin.* xii). Mas Cristo não podia sofrer dano algum dos tipos eternos, pois de modo nenhum lhe são opostos. Logo, parece que não padeceu em toda a sua alma. Objeção 3: Ademais, diz-se que a paixão sensitiva é completa quando en…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 7 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a dor não é uma paixão da alma. Porque nenhuma paixão da alma está no corpo. Ora, a dor pode estar no corpo, pois Agostinho diz (De Vera Relig. xii) que “a dor corporal é uma súbita corrupção do bem-estar daquela coisa que a alma, usando-a mal, tornou sujeita à corrupção.” Logo, a dor não é uma paixão da alma. Objeção 2: Além disso, toda paixão da alma pertence à faculdade apetitiva. Mas a dor não pertence à apetitiva, mas sim à parte apreensiva: pois Agostinho diz (De Nat. Boni xx) que “a dor corporal é causada pelo sentido que resiste a um corpo mais poderoso.” Logo, a dor não é uma paixão da alma. Objeção 3: Além disso, toda paixão da alma pertence ao apetite animal. Mas a dor não pertence ao apetite animal, mas sim ao apetite natural; pois Agostinho diz (Gen. ad…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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