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Sl 9, 38

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Matos Soares

38Ouviste, Senhor, o desejo dos infelizes, confortaste o seu coração, deste-lhes ouvidos, (10,17)

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que não convinha que Cristo orasse por Si mesmo. Porque Hilário diz (De Trin. x): «Ainda que a Sua palavra de súplica não aproveitasse a Si mesmo, falou todavia para proveito da nossa fé.» Logo parece que Cristo não orou por Si, mas por nós. Objecção 2: Além disso, ninguém ora senão pelo que deseja; porque, como se disse (A[1]), a oração é o desdobramento da nossa vontade a Deus para que a cumpra. Ora Cristo quis padecer o que padeceu. Pois Agostinho diz (Contra Fausto, xxvi): «Um homem, embora não queira, muitas vezes se ira; embora não queira, se entristece; embora não queira, dorme; embora não queira, tem fome e sede. Mas Ele» (isto é, Cristo) «fez todas estas coisas porque quis.» Logo não convinha que orasse por Si mesmo. Objecção 3: Além disso, Cipriano diz (De Or…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a oração é um ato da potência apetitiva. Pertence à oração ser ouvida. Ora, é o desejo que é ouvido por Deus, segundo o Salmo 9:38: "O Senhor ouviu o desejo dos pobres." Logo, a oração é desejo. Mas o desejo é um ato da potência apetitiva; portanto, a oração também o é. Objeção 2: Ademais, Dionísio diz (Nomes Divinos, iii): "É útil iniciar tudo com a oração, porque assim nos entregamos a Deus e nos unimos a Ele." Ora, a união com Deus é efetuada pelo amor, que pertence à potência apetitiva. Logo, a oração pertence à potência apetitiva. Objeção 3: Além disso, o Filósofo afirma (Da Alma, iii, 6) que há duas operações da parte intelectiva. A primeira é "o entendimento dos indivisíveis", pela qual apreendemos o que uma coisa é; a segunda é a "síntese" e a "análise", pel…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Sl 9, 38 nos Padres da Igreja | Aurea