Referência

Rm 1, 19

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Autores distintos

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Matos Soares

19porque o que se pode conhecer de Deus, é-lhes manifesto, pois Deus lho manifestou.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que esta doutrina não é a mesma que a sabedoria. Porque nenhuma doutrina que toma emprestados seus princípios é digna do nome de sabedoria; visto que o sábio dirige, e não é dirigido (Metaf. i). Ora, esta doutrina toma emprestados seus princípios. Logo, esta ciência não é sabedoria. Objeção 2: Ademais, é próprio da sabedoria provar os princípios das outras ciências. Por isso é chamada a principal das ciências, como é claro na Ética vi. Ora, esta doutrina não prova os princípios das outras ciências. Logo, não é a mesma que a sabedoria. Objeção 3: Além disso, esta doutrina é adquirida pelo estudo, enquanto a sabedoria é adquirida pela inspiração de Deus; de modo que é enumerada entre os dons do Espírito Santo (Is. 11,2). Logo, esta doutrina não é a mesma que a sabedoria.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que pela razão natural não podemos conhecer a Deus nesta vida. Porque Boécio diz (De Consol. v) que "a razão não apreende a forma simples." Ora, Deus é uma forma sumamente simples, como acima se mostrou (Q[3], A[7]). Logo, a razão natural não pode alcançar a conhecê-Lo. Objeção 2: Demais. A alma nada entende pela razão natural sem o uso da imaginação. Mas não podemos ter imaginação de Deus, que é incorpóreo. Logo, não podemos conhecer a Deus pelo conhecimento natural. Objeção 3: Demais. O conhecimento da razão natural pertence tanto aos bons como aos maus, enquanto têm uma natureza comum. Mas o conhecimento de Deus pertence unicamente aos bons; pois Agostinho diz (De Trin. i): "O olho fraco da mente humana não se fixa naquela luz excelente, a menos que seja purificado p…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 12 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os anjos não podem conhecer a Deus pelos seus princípios naturais. Porque Dionísio diz (Div. Nom. i) que Deus, "pelo seu incompreensível poder, está colocado acima de todas as mentes celestiais". Adiante acrescenta que, "estando acima de todas as substâncias, é remoto de todo conhecimento". **Objeção 2:** Além disso, Deus está infinitamente acima do intelecto de um anjo. Ora, o que está infinitamente além não pode ser alcançado. Portanto, parece que um anjo não pode conhecer a Deus pelos seus princípios naturais. **Objeção 3:** Além disso, está escrito (1 Cor. 13,12): "Vemos agora por um espelho em enigma; mas então face a face". Disto parece que há um duplo conhecimento de Deus: um, pelo qual Ele é visto na sua essência, segundo o qual se diz que é visto face a…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Parece que um anjo não pode iluminar o homem. Pois o homem é iluminado pela fé; por isso Dionísio (Eccl. Hier. iii) atribui a iluminação ao batismo, como "o sacramento da fé". Ora, a fé é imediatamente de Deus, segundo Ef 2,8: "Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus." Logo, o homem não é iluminado por um anjo, mas imediatamente por Deus. Além disso, sobre as palavras "Deus lho manifestou" (Rm 1,19), a glosa observa que "não só a razão natural valeu para a manifestação das verdades divinas aos homens, mas também Deus as revelou por sua obra", isto é, pela sua criatura. Ora, ambos são imediatamente de Deus — isto é, a razão natural e a criatura. Logo, Deus ilumina o homem imediatamente. Além disso, quem é iluminado tem consciência de ser iluminado. Ora,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Primeiro Objeto.** Parece que a curiosidade não pode ter por objeto o conhecimento intelectivo. Porque, segundo o Filósofo (Ética ii, 6), nas coisas que são essencialmente boas não pode haver meio-termo nem extremos. Ora, o conhecimento intelectivo é essencialmente bom: porque a perfeição do homem parece consistir em que seu entendimento seja reduzido da potência ao ato, e isto se faz pelo conhecimento da verdade. Pois Dionísio diz (Div. Nom. iv) que «o bem da alma humana é estar em conformidade com a razão», cuja perfeição consiste em conhecer a verdade. Logo, o vício da curiosidade não pode ter por objeto o conhecimento intelectivo. **Segundo Objeto.** Além disso, aquilo que torna o homem semelhante a Deus, e que ele recebe de Deus, não pode ser um mal. Ora, toda abundância de conheci…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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