Referência

Rm 1, 24

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Matos Soares

24Pelo que Deus os abandonou aos desejos do seu coração, à imundície, de modo que desonraram os seus próprios corpos,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o pecado não pode ser castigo do pecado. Pois o fim do castigo é reconduzir o homem ao bem da virtude, como declara o Filósofo (Ética X, 9). Ora, o pecado não reconduz o homem ao bem da virtude, mas o leva em direção contrária. Logo, o pecado não é castigo do pecado. **Objeção 2:** Ademais, os justos castigos vêm de Deus, como diz Agostinho (Quest. LXXXIII, q. 82). Ora, o pecado não vem de Deus, e é uma injustiça. Logo, o pecado não pode ser castigo do pecado. **Objeção 3:** Ademais, a natureza do castigo é ser algo contra a vontade. Ora, o pecado é algo proveniente da vontade, como se mostrou acima (Q. 74, a. 1 e 2). Logo, o pecado não pode ser castigo do pecado. **Ao contrário,** Gregório diz (Hom. XI in Ezequiel) que alguns pecados são castigos de outros. *…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o pecado não pode ser castigo do pecado. Porque o fim do castigo é trazer o homem de volta ao bem da virtude, como declara o Filósofo (Ética x, 9). Ora, o pecado não traz o homem de volta ao bem da virtude, mas o conduz em direção oposta. Logo, o pecado não é castigo do pecado. **Objeção 2:** Demais. Os justos castigos vêm de Deus, como diz Agostinho (Qq. lxxxiii, qu. 82). Mas o pecado não vem de Deus, e é uma injustiça. Logo, o pecado não pode ser castigo do pecado. **Objeção 3:** Demais. A natureza do castigo é ser algo contra a vontade. Ora, o pecado é algo proveniente da vontade, como foi mostrado acima (Q[74], AA[1],2). Logo, o pecado não pode ser castigo do pecado. **Ao contrário,** Gregório diz (Hom. xi in Ezech.) que alguns pecados são castigos de outro…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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