Referência

Rm 1, 29

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Matos Soares

29cheios de toda a iniquidade, de malícia, de avareza, de maldade, cheios de inveja, de homicídios, de contendas, de engano, de malignidade, mexeriqueiros,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a murmuração não é um pecado distinto da detração. Isidoro diz (Etim. x): «O susurro [murmureiro] toma o nome do som da sua fala, pois fala depreciativamente não à face, mas ao ouvido.» Ora, falar depreciativamente de outrem pertence à detração. Logo, a murmuração não é um pecado distinto da detração. Objeção 2: Além disso, está escrito (Lv 19,16): «Não serás maldizente [Douay: 'detrator'] nem murmurante [Douay: 'sussurrador'] entre o povo.» Ora, o maldizente é aparentemente o mesmo que o detrator. Logo, também a murmuração não difere da detração. Objeção 3: Além disso, está escrito (Eclo 28,15): «O murmureiro [Douay: 'sussurrador'] e o de duas línguas é maldito.» Ora, o homem de duas línguas é aparentemente o mesmo que o detrator, porque o detrator fala com língua…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que a avareza não é um pecado especial. Pois Agostinho diz (De Lib. Arb. iii): "A avareza, que em grego se chama {philargyria}, não se aplica somente à prata ou ao dinheiro, mas também a tudo o que é desejado imoderadamente." Ora, em todo pecado há desejo imoderado de algo, porque o pecado consiste em apartar-se do bem imutável e aderir aos bens mutáveis, como foi dito acima (I-II, q. 71, a. 6, obj. 3). Logo, a avareza é um pecado geral. Objecção 2: Além disso, segundo Isidoro (Etym. x), o homem "avarento" [avarus] se chama assim porque é "ávido de bronze" [avidus aeris], i.e., dinheiro; donde em grego a avareza é chamada {philargyria}, i.e., "amor à prata". Ora, a prata, que representa o dinheiro, significa todos os bens externos cujo valor pode ser medido pelo dinheir…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Excerto da Suma Teológica de Tomás de Aquino — Segunda Parte da Segunda Parte, Artigo 4 — Se a cobiça é sempre pecado mortal.** **Objeção 1:** Parece que a cobiça é sempre pecado mortal. Pois ninguém é digno de morte senão por pecado mortal. Ora, os homens são dignos de morte por causa da cobiça. Porque o Apóstolo, depois de dizer (Rm 1,29): "Cheios de toda a iniquidade, fornicação, cobiça [avareza]", etc., acrescenta (Rm 1,32): "Os que tais coisas fazem são dignos de morte." Logo, a cobiça é pecado mortal. **Objeção 2:** Ademais, o menor grau de cobiça é ater-se desordenadamente ao que é próprio. Mas isso parece ser pecado mortal, pois Basílio diz (Sermão sobre Lc 12,18): "É o pão do faminto que retendes, é a capa do nu que entesourais, é o dinheiro do necessitado que possuís; por con…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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