Referência

Rm 12, 15

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Matos Soares

15Alegrai-vos com os que estão alegres, chorai com os que choram.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o gozo espiritual que resulta da caridade é compatível com uma mistura de tristeza. Pois pertence à caridade alegrar-se com o bem do próximo, segundo 1 Co 13,4.6: "A caridade... não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade." Ora, este gozo é compatível com uma mistura de tristeza, segundo Rm 12,15: "Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram." Logo, o gozo espiritual da caridade é compatível com uma mistura de tristeza. Objeção 2: Ademais, segundo Gregório (Hom. in Evang. xxxiv), "a penitência consiste em deplorar os pecados passados e em não cometer novamente aqueles que deplorámos." Ora, não há verdadeira penitência sem caridade. Logo, o gozo da caridade tem uma mistura de tristeza. Objeção 3: Ademais, é pela caridade que o homem des…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a razão de se ter compaixão não é um defeito na pessoa que se compadece. Pois é próprio de Deus ser misericordioso, donde está escrito (Sl 144,9): «As suas misericórdias são sobre todas as suas obras». Ora, em Deus não há defeito algum. Logo, um defeito não pode ser a razão de se ter compaixão. Objeção 2: Ademais, se um defeito é a razão de se ter compaixão, aqueles em quem há mais defeito hão de ter necessariamente mais compaixão. Mas isto é falso, pois o Filósofo diz (Retórica, II, 8) que «os que estão em estado desesperado são sem compaixão». Logo, parece que a razão de se ter compaixão não é um defeito naquele que se compadece. Objeção 3: Ademais, ser tratado com desprezo é ser defeituoso. Ora, o Filósofo diz (Retórica, II, 8) que «os que são inclinados à contum…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Artigo 4 — Se toda tristeza é contrária a todo prazer.** **Objeção 1:** Parece que toda tristeza é contrária a todo prazer. Porque, assim como a brancura e a negrura são espécies contrárias de cor, assim o prazer e a tristeza são espécies contrárias das paixões da alma. Ora, a brancura e a negrura são universalmente contrárias entre si. Logo, também o são o prazer e a tristeza. **Objeção 2:** Ademais, os remédios são feitos de coisas contrárias (ao mal). Ora, todo prazer é remédio para toda espécie de tristeza, como declara o Filósofo (Ética, VII, 14). Portanto, todo prazer é contrário a toda tristeza. **Objeção 3:** Ademais, os contrários são impedimentos uns para os outros. Ora, toda tristeza impede qualquer espécie de prazer, como é evidente pela Ética, X, 5. Portanto, toda tristez…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que toda tristeza é contrária a todo prazer. Porque, assim como a brancura e a negrura são espécies contrárias da cor, assim o prazer e a tristeza são espécies contrárias das paixões da alma. Mas a brancura e a negrura são universalmente contrárias entre si. Logo, o prazer e a tristeza também o são. Objeção 2: Além disso, os remédios se fazem de coisas contrárias (ao mal). Ora, todo prazer é remédio para toda espécie de tristeza, como declara o Filósofo (Ética, vii, 14). Logo, todo prazer é contrário a toda tristeza. Objeção 3: Além disso, os contrários se impedem mutuamente. Ora, toda tristeza impede qualquer espécie de prazer, como é evidente pela Ética, x, 5. Logo, toda tristeza é contrária a todo prazer. Em contrário, a mesma coisa não é causa de contrários. Ora, a…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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