Referência

Rm 13, 14

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Matos Soares

14mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

Mas muitas vezes a alma se cinge para andar no caminho da retidão, sacode a preguiça, e é tão transportada aos reinos celestiais em afeição, que quase parece que nada dela ficou aqui embaixo; e contudo, quando é trazida de volta para dar conta da carne, sem a qual o curso da vida presente jamais pode ser cumprido, esta a mantém pesada cá embaixo, como se ainda não tivesse alcançado nada das coisas do alto. Quando as palavras do oráculo celeste são ouvidas, a alma é elevada ao amor da pátria celestial; mas quando a ocupação da vida presente se levanta de novo, é sepultada sob o montão de cuidados terrenos, e a semente da esperança do alto torna-se inútil no solo do coração, porque o espinho do cuidado cá de baixo cresce. O mesmo espinho, a 'Verdade' o desarraiga com a mão da santa exortação…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 105 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o conhecimento não é a matéria própria do estudo. Pois uma pessoa é dita estudiosa porque aplica o estudo a certas coisas. Ora, o homem deve aplicar o estudo a toda matéria, para fazer retamente o que deve ser feito. Logo, ao que parece, o conhecimento não é a matéria especial do estudo. Objeção 2: Além disso, o estudo opõe-se à curiosidade. Ora, a curiosidade, que deriva de «cura» [cuidado], pode também referir-se à elegância do vestuário e a outras coisas tais, que dizem respeito ao corpo; por isso o Apóstolo diz (Rm 13,14): «Não façais provisão para a carne em suas concupiscências.» Objeção 3: Além disso, está escrito (Jr 6,13): «Desde o menor deles até o maior, todos se dão à avareza.» Ora, a avareza não é propriamente acerca do conhecimento, mas sim acerca da p…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

62. Mas deve-se saber que o prazer se encobre tanto sob a necessidade, que um homem perfeito mal o pode discernir. Pois enquanto a necessidade pede que se pague uma dívida, o prazer exige secretamente que se cumpra um desejo; apressa o apetite mais ousadamente, quanto mais se esconde sob a credível profissão de aliviar uma necessidade. Mas frequentemente o prazer, ocultamente ligado, segue atrás no próprio curso da comida; embora às vezes, impudentemente livre, se esforce mesmo por ir à frente. Mas é fácil descobrir quando o prazer antecipa a sua necessidade, embora muito difícil discernir quando ele se liga secretamente a essa mesma comida que é necessária. Pois porque segue o apetite natural que vai primeiro, parece, por assim dizer, avançar lentamente atrás. Porque naquele tempo, quando…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 62 · c. 540–604

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